quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Xodó do ABC, Erivélton curte boa fase e vira celebridade no interior do RN:

Na cidade de Santa Maria, distante a 57 Km de Natal, meia alvinegro festeja o gol do acesso à Série B, lembra do sonho de ser jogador profissional e reencontra os amigos,
 
 
A torcida do ABC está em estado de graça com o retorno à Série B do Campeonato Brasileiro. Após uma vitória suada contra o Botafogo-SP, o Mais Querido conseguiu a principal meta da temporada e, agora, vai em busca do bicampeonato da terceira divisão nacional. Erivélton, que marcou o gol mais importante da carreira, ainda curte o bom momento ao lado da família e dos amigos. Na cidade natal, Santa Maria, que fica distante a 57 Km de Natal, até uma carreata foi organizada para festejar a conquista do cidadão mais ilustre,
O filho de Dona Francinete e Seu Damião esbanja simpatia por onde passa e com a simplicidade do povo do interior, recorda dos momentos difíceis que passou até conseguir realizar o sonho de infância: ser jogador de futebol, comemora a boa fase e revela que sonha todos os dias com o título de campeão brasileiro.

- Eu tenho que agradecer muito a minha família. Eu sempre disse para meus pais que queira jogar bola e hoje, graças a Deus, eu posso dizer a eles que consegui. Por isso, faço tudo por eles, como também por minha mulher e minha filha. Sempre que tem folga na semana, volto para casa em Santa Maria. Mas, eu moro em Natal próximo ao clube. No sábado, teve até uma carreata com muita festa pelo meu gol. É muito bom comemorar essa conquista que tanto sonhei. Mas, o que eu sonho mesmo é com o título de campeão brasileiro. Será muito especial - conta Erivélton.
Erivélton é casado com Sthephanne há quatro anos e pai da pequena Emilly. Diferente da ostentação e do glamour de outros jogadores, mora em uma casa simples e preserva hábitos comuns aos moradores da pequena cidade, como uma boa conversa na porta de casa. Com os amigos, a tradicional pelada sempre é motivo para reencontrar os velhos companheiros do Guarani, time amador da cidade.
Na visita ao campo de terra batida, um bate papo com Manoel Cirino de Lima, ou seu Nel, como é conhecido na região e que foi o primeiro treinador do atual meia do ABC. O assunto não poderia ser outro: futebol.

- Ele sempre foi um garoto esforçado e que tinha o sonho de ser jogador de futebol. Treinou muito, correu por esse campo várias vezes e, graças a Deus, é merecedor desse sucesso - comemora Seu Nel.
No último sábado, uma grande festa foi organizada pelos amigos de Erivélton. Uma carreata pelas principais ruas da cidade de Santa Maria sacudiu a população e deixou o jovem jogador emocionado com a homenagem (veja o vídeo abaixo da carreata).
 
Em casa, Seu Damião e Dona Francinete contam que chegavam a pedir dinheiro emprestado com amigos e familiares para conseguir o transporte que levaria Erivélton e o irmão Everton, que também tentou ser jogador, aos treinos do ABC. Por longos sete meses, a família fez um sacrifício no orçamento doméstico, até a aprovação de Erivélton nas categorias de base. A realização do sonho do garoto motivou o pai a trocar de clube. Antes, Damião era torcedor do rival América-RN e fez questão de apagar as lembranças com o time alvirrubro para viver uma história de amor às cores branca e preta.

- Eu era americano, mas quando meu filho passou a jogar no ABC, eu me tornei abecedista. Até as lembranças do outro time foram apagadas. Nós lutamos muito para que ele chegasse aonde está. É um exemplo para todos nós - conta o pai de Erivélton.

Em 2015, Erivélton fez parte do elenco do ABC que acabou rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro. O ano começou ruim com a perda do título do Campeonato Potiguar para o rival América-RN e teve o fechamento trágico com a queda de divisão. Único remanescente em campo na vitória contra o Botafogo-SP, o meia levou a mãe às lágrimas ao marcar o gol no Frasqueirão. Dona Francinete revela que sofreu com o nervosismo da partida, mas que tirou um peso do coração após os 90 minutos. Agora, ela espera pelo título e por uma subida na carreira profissional do filho. Quem sabe, a camisa deixe de ser alvinegra e passe a ser verde e amarela.


- Eu não consegui assistir ao jogo direito. Estava em casa e fiquei muito nervosa. Quando ele fez o gol, foi muita alegria e choramos muito. Nosso sonho é que ele consiga um clube ainda maior e como toda mãe, espero que ele chegue à Seleção. Quando as coisas vão melhorando, aparecem muitas pessoas diferentes. O que a gente pede é que ele se mantenha bem, sempre com humildade - completa.
Globo Esporte

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