segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Com a força do grupo

NO DETALHE


Atlético-MG e Vasco fizeram o jogo dos líderes, decidido na jogada individual de R49 que resultou no gol de Jô; já o Fluminense recebeu o Palmeiras e conseguiu seu golzinho aos 39 do segundo tempo com Jean. Vitórias suadas, decididas no detalhe, mas que mais uma vez evidenciam a força dessas três equipes: Galo, Vasco e Flu. Conseguiram eles manter esse ritmo até o final do campeonato?


DIA DA CAÇA...

Entre os demais jogos, destaque para equipes criticadas que deram um importante passo em busca de uma volta por cima no campeonato. No sábado, o Figueirense venceu o Sport, na Ilha do Retiro, por 1 a 0. Os catarinenses ganham um mínimo de tranquilidade para trabalhar até a próxima partida contra o Santos em SC; já os pernambucanos se aproximam cada vez mais do Z-4 e demitiram Vágner Mancini após mais um resultado horrível. Vale destaque também a vitória do Flamengo, mais uma com dois gols de Vágner Love; em pouco tempo, Dorival Júnior vai conseguindo fazer a equipe evoluir de forma mais rápida do que com Joel Santana. Ainda assim, não imagino o Rubro-Negro indo longe neste Brasileirão; Libertadores já seria demais para a qualidade da equipe.

(MAIS UM) VEXAME OLÍMPICO

Mais uma vez o sonho do ouro no futebol é adiado. A equipe de Mano Menezes passou com tranquilidade por Nova Zelândia, Bielorrússia e Coreia do Sul; teve dificuldades contra Egito e Honduras, mais por defeitos seus do que por qualidades dos adversários. Na grande final, perdeu principalmente no conjunto para o México, além de apresentar muitos - e graves - erros individuais. É de se ressaltar o grande trabalho feito pelos mexicanos, que se prepararam muito bem para a disputa dos jogos; na última Copa América, por exemplo, quando o Brasil foi eliminado pelo Paraguai nos pênaltis, o time mexicano esteve presente, como convidado, e disputou a competição com jogadores jovens, se preparando para as Olimpíadas. Como resultado, colhe o ouro merecidamente. Mas isso não apaga o vexame brasileiro, recheado de jogadores que são profissionais nos seus clubes e inclusive atuam como titulares da Seleção principal.


Assim como em muitas modalidades, como atestaram os próprios atletas, o futebol se preparou em pouco tempo para a competição; Mano usou a base da equipe nos últimos amistosos, e até obteve bons resultados. Mas o grupo evoluiu até certo ponto em que o tempo permitiu, e na final não conseguiu reagir e assustar os mexicanos, que controlaram o jogo. Como agravante, algumas atuações individuais assustaram o país; os goleiros Gabriel e Neto não mostraram segurança e a lesão do arqueiro santista Rafael Cabral acaba sendo muito mais lamentada do que se imaginava. O time todo atuou abaixo do que pode jogar, principalmente jogadores como Thiago Silva, Marcelo, Sandro e Neymar. Entre os que se salvaram estão Oscar, pela regularidade e por não se omitir quando a coisa ficou feia, como fez Neymar, e Leandro Damião, que fez os gols quando teve chances. O lateral-direito Rafael, o zagueiro Juan e o meia Ganso saem da competição com a imagem bastante prejudicada; os dois primeiros por conta de atuações ruins e nervosas, e o último pela má vontade apresentada em campo. Aliás, é uma pena que Ganso tenha se jogado nas cordas tão cedo; além de parecer mal fisicamente, não demonstra o mínimo interesse em jogar, bem longe daquele atleta que iniciou sua trajetória com a amarelinha há cerca de dois anos destruindo no amistoso contra os Estados Unidos.

Analisando o desempenho brasileiro, vejo que podemos comemorar muitas medalhas, como esta última conquistada no pentatlo moderno; mas acompanhamos também algumas amareladas, como a de Fabiana Murer e dos ginastas Hypólito, acostumados a atuar em nível e que sequer chegaram as finais. Contudo, após mais fracasso do futebol, e sendo o Brasil considerado o país do futebol, me pergunto se podemos cobrar alguma coisa dos outros esportes, se não é injustiça demais cobrar resultado de atletas que muitas vezes têm pouco ou quase nenhum apoio, apenas na hora dos jogos. Esperamos que daqui a 4 anos as coisas sejam bem diferentes e possamos sentir orgulho de todo o país, tanto dos nossos representantes quanto da organização do evento. E se não for pelas medalhas, que seja por atuações dignas de vestir o uniforme verde-amarelo.


Fonte: http://futebolserenova.blogspot.com.br/