sábado, 28 de fevereiro de 2015

Após completar 100 jogos, Paulo Victor ganha camisa comemorativa

Goleiro recebe homenagem das mãos do presidente e do vice de futebol do Fla

O goleiro Paulo Victor completou 100 partidas pelo Flamengo na última quarta-feira, na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil de Pelotas-RS, pela primeira fase da Copa do Brasil. Neste sábado, ele foi homenageado ganhando uma camisa comemorativa com o número 100 nas costas. PV recebeu o presente das mãos do presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, e do vice de futebol, Alexandre Wrobel.


Com boas atuações desde que assumiu a titularidade do time, na segunda metade do Brasileirão do ano passado, Paulo Victor acaba de renovar contrato com o Rubro-Negro. O novo compromisso é de quatro temporadas, até o fim de 2018.
Com Paulo Victor em campo, o Flamengo enfrenta o Botafogo neste domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Estará em jogo a liderança do Campeonato Carioca, uma vez que o Glorioso é o líder, com 16 pontos, e o Rubro-Negro está em segundo, com 14.
Fonte: Globo Esporte

Confira os resultados desta sexta em três campeonatos estaduais pelo Brasil

São Bento empata com Ituano e Audax-SP conquista primeira vitória no Paulistão. Paraná bate Nacional-PR e sobe para a quinta colocação no Paranaense

 
 
 
 
Campeonato Paulista 2015  (Primeira fase - 7ª rodada)
São Bento 1 x 1 Ituano
Audax-SP 3 x 0 São Bernardo
Campeonato Paulista Série A2 2015  (7ª rodada)
Velo Clube 1 x 0 Matonense

Campeonato Paranaense 2015  (Primeira fase - 6ª rodada)
Paraná 3 x 1 Nacional-PR
Fonte: Globo Esporte

Potiguar e Baraúnas fazem o clássico Potiba número 101 em Estaduais

Time Macho leva vantagem no histórico do confronto entre as equipes

Empatados no meio da tabela com sete pontos, o clássico deste domingo irá definir o futuro de Potiguar e Baraúnas no Campeonato Estadual 2015. Só a vitória no Nogueirão interessa.
Além de um importante passo para buscar o título, o clássico Potiba da 6ª rodada do certame será o número 101 em Estaduais.

A vantagem segue do Potiguar de Mossoró, com seis vitória a mais do que o rival. Ao todo o Time Macho venceu 36 vezes enquanto o Baraúnas ganhou 30, sendo 34 empates. Números do pesquisador Marcos Trindade que evidenciam o equilíbrio do confronto


Outro dado importante é o número de gols. As redes do Potiba já balançaram 199 vezes entre 1976 e 2014.

Diante de todo o cenário de disputa, a partida está agendada para as 17h deste domingo, no Estádio Nogueirão, em Mossoró.


Fonte: Portal no Ar

Ausência de Everton abre espaço para Alecsandro ao lado de Marcelo Cirino

Vanderlei Luxemburgo pode manter o centroavante e deslocar o camisa 7 para o lado do campo. Eduardo da Silva também pode ser mantido

Na primeira vez em que foi titular em 2015, Alecsandro teve Marcelo Cirino e Eduardo da Silva como parceiros no ataque do Flamengo. Contra o Brasil de Pelotas, quarta-feira passada, pela Copa do Brasil, jogou centralizado, enquanto os outros dois ficaram abertos pelos lados. A ausência de Everton, machucado, pode dar nova chance a Alecgol no domingo. O Rubro-Negro enfrenta o Botafogo, às 16h (de Brasília), no Maracanã, pela sétima rodada da Taça Guanabara, em partida que vale a liderança.

Vanderlei Luxemburgo pode até manter o trio. Apesar de escalar Marcelo Cirino como camisa 9, centralizado, o técnico tem a opção de deslocá-lo pelas pontas. Foi nessa posição que o jogador se destacou no Atlético-PR. Neste caso, Alecsandro assume a função de referência do ataque. Funcionou contra o Brasil de Pelotas, e o camisa 9 marcou um dos gols da vitória por 2 a 1.
Mas essa não é a única opção de Luxa para armar o time para o clássico. É possível que o treinador mantenha Cirino centralizado, guarde Alecsandro como alternativa para o decorrer do jogo e mude também os homens de lado. Neste caso, além de Eduardo da Silva, Nixon e Gabriel disputam vaga.
As mudanças neste início de temporada estavam previstas. Desde a preparação do time em Atibaia-SP, Vanderlei avisou que seria assim. Alecsandro, por exemplo, diz que aprova. O atacante divide a artilharia do time no ano com Cirino. Ambos têm quatro gols.
- A equipe tem caras, não apenas uma cara. Começamos o ano passado sem poder errar, na 20ª posição. Esse ano estou começando do zero, pré-temporada, montagem do elenco. Começa no Estadual, com clássico, jogos decisivos. Está começando com a cara do Flamengo. Jogo contra o Brasil de Pelotas foi muito bom, jogo difícil de ganhar. A proposta está sendo muito boa. Sobre a equipe, ela tem caras, não uma cara – disse Luxa.
O Flamengo tem a chance de voltar à liderança da Taça Guanabara. Com 14 pontos, o time é o segundo colocado. O Botafogo lidera com 16. O grupo rubro-negro faz o último treino antes do clássico na manhã deste sábado, às 10h, no Ninho do Urubu.
Fonte: Globo Esporte

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Com tranquilidade, América-RN faz

Líder isolado do primeiro turno do Campeonato Potiguar, Mecão cumpre meta na Arena das Dunas e vai para o Clássico Rei com folga no saldo de gols

 
O América-RN soube aproveitar a fragilidade do Palmeira para consolidar a liderança do Campeonato Potiguar, além de ampliar o saldo de gols, fator importante em uma disputa por pontos corridos. Jogando na Arena das Dunas, em Natal, o Mecão jogou de forma séria, assim como pediu o técnico Roberto Fernandes, e venceu por 5 a 0 na noite desta quarta-feira.


Com o placar, o América-RN agora soma 13 pontos e tem 11 gols de saldo positivo. O Palmeira segue na oitava posição, na briga contra o rebaixamento, com apenas três pontos. No próximo domingo, o Alvirrubro encara o ABC no Clássico Rei, marcado para o Frasqueirão, enquanto o Verdão duela com o Corintians-RN fora de casa.
Os gols
De olho no clássico contra o ABC, Roberto Fernandes poupou o meia Cascata e o atacante Max. O treinador não pôde contar com o zagueiro Flávio Boaventura, vetado pelo departamento médico. As mudanças, porém, não tiraram o ímpeto ofensivo da equipe. O América-RN abriu o placar aos seis minutos. Daniel Costa cobrou falta e, após desvio errado da defesa alviverde, Zé Antônio Potiguar completou de cabeça. Nos acréscimos, Daniel Costa recebeu de Thiago Potiguar e teve tranquilidade para ampliar.

No segundo tempo, o Mecão não relaxou. Pelo contrário, foi para cima e transformou a vitória em goleada. Glaucio, após ótima assistência de Júnior Timbó, cortou o marcador e chutou com categoria para fazer o terceiro, logo aos dois minutos. O meia Álvaro, que havia acabado de substituir Magalhães, marcou mais um aos 26 minutos. Alfredo fechou a goleada aos 38, após bobeira da zaga do Palmeira.
Fonte: Globo Esporte RN

Corinthians vence o Linense e volta à liderança do Grupo 2 do Paulistão

Em noite inspirada do colombiano Mendoza, Timão faz 2 a 0 no Elefante, em Lins, e permanece invicto após cinco partidas no estadual

Mendoza é uma espécie de “novo Jorge Henrique” no Corinthians. Corre incansavelmente pelo lado esquerdo, vira lateral para ajudar a defesa e ainda tem fôlego para atacar. Para Tite, a diferença entre eles é a maior qualidade técnica do colombiano. Nesta quarta-feira, ele mostrou isso. Com um belo gol no primeiro tempo e uma ótima atuação, o jogador abriu caminho para a vitória do Timão por 2 a 0 sobre o Linense, no estádio Gilbertão, em Lins, pelo Campeonato Paulista. Petros completou o placar na etapa final. O jogo valeu pela segunda rodada do estadual e havia sido adiado por causa de compromisso do Timão pela Libertadores.

O resultado faz o Corinthians seguir invicto no estadual e recuperar a liderança do Grupo 2, agora 13 pontos e um jogo a menos. O Linense vê o fim da série invicta de três partidas (dois empates e uma vitória) e permanece em penúltimo lugar do Grupo 3, com seis pontos. No domingo, o Timão pega o Mogi Mirim, às 16h, na arena. O Elefante encara o Santos, no mesmo dia, às 18h30, no Pacaembu.



O JOGO

O Corinthians não precisou de uma grande atuação para levar vantagem sobre o Linense no primeiro tempo. Tite posicionou a equipe em seu campo à espera de espaços e erros do Linense. Foi assim que saiu o gol logo aos 13 minutos. Gilsinho errou uma inversão e deu a bola nos pés de Mendoza. O colombiano saiu em disparada pela esquerda, driblou Adalberto e bateu forte no canto direito de Anderson. Um belo gol.

O Timão trocou a correria da vitória sobre o São Paulo, pela Libertadores, por um jogo mais cadenciado. Ofereceu a bola ao adversário e usou o bom posicionamento no esquema 4-1-4-1 para controlar a partida e impedir qualquer pressão adversária. O Linense só assustou em um perigoso chute de Gilsinho e, principalmente, em uma chance cara a cara de Diego que Cássio salvou dentro da área.

O segundo tempo continuou igual. O Linense em nenhum momento conseguiu pressionar e pouco fez para chegar ao empate. O Corinthians gastou o tempo, tocou a bola e ainda marcou o segundo, aos 19 minutos. Vagner Love passou a ser mais acionado e foi importante para o Timão garantir a vitória. Após o chute do atacante parar no goleiro Anderson, Petros pegou o rebote e ampliou.

Fonte: Globo Esporte

Sousa surpreende o Campinense e vence em pleno Amigão

Jogando em pleno Estádio Amigão, casa do Campinense, quem comemorou foi o Sousa. Em jogo realizado na noite desta quarta-feira, o Dinossauro surpreendeu a Raposa e sua torcida e venceu por 2 a 1. O time assim seguiu no G-4 e de quebra destruiu a invencibilidade do Campinense no estadual. Gilberto Matuto e Júlio Brasília marcaram para o Dinossauro, enquanto que Luiz Fernando descontou para o time rubro-negro.





Agora, o Sousa chega aos 12 pontos e fica em quarto lugar. O Campinense, com sete, é o sétimo lugar. Ainda assim a situação do Dinossauro não é necessariamente boa. O time já teve oito jogos e tem aproveitamento de 50% dos pontos. A Raposa, com apenas quatro jogos disputados, tem aproveitamento e 58,3%.

Agora, a Raposa tenta juntar os “cacos” para o clássico de domingo, contra o rival Treze. Por sua vez, o Sousa só volta a atuar no dia 8 de março diante do Botafogo-PB, no Almeidão.   

Futebol Total Aqui com G1

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Flamengo arranca empate com o Madureira em lance polêmico

Após chute de Bressan, bola não ultrapassa toda a linha do gol em jogada complicada para arbitragem e que impediu a vitória do Tricolor Suburbano




Em jogo movimentado, um Madureira fortíssimo na marcação segurou o Flamengo em Volta Redonda: 1 a 1. E com assunto para a semana inteira, já que o empate rubro-negro foi marcado pela polêmica: após confusão na área, Bressan chutou, mas a bola não ultrapassou totalmente a linha. Lance difícil para arbitragem, que acabou validando o gol. Luiz Paulo, em chute perfeito, inaugurou o placar. O segundo tropeço do Fla na competição deixou o Botafogo, que bateu o Nova Iguaçu no sábado, isolado na liderança.

Na próxima rodada, o Madureira recebe o Nova Iguaçu em Conselheiro Galvão, sábado, às 15h30. No domingo, o Flamengo faz o clássico com o Botafogo, às 16h, no Maracanã.

O Flamengo esbarrou numa tarde muito ruim dos estrangeiros Cáceres, Canteros e Gabriel, enquanto o Madureira, municiado pelos Rodrigos Lindoso e Pinho, e apoiado numa marcação muito eficiente, foi bem.

Madureira aproveita falha da zaga e sai na frente

O Flamengo não fez um mau primeiro tempo, trocou passes, teve o domínio territorial (64% da posse de bola) e criou as melhores chances, mas o Madureira, embalado por três vitórias consecutivas (sobre Boavista - 1 a 0 -, Resende e Tigres - as últimas duas por 3 a 0), também figurou bem e finalizou melhor. O primeiro lance de perigo do jogo nasceu dos pés de João Carlos, que, com uma bomba, carimbou a trave direita de Paulo Victor. O Flamengo respondeu com duas jogadas em alta velocidade. Everton e Márcio Araújo as protagonizaram. Na primeira, tabelaram, e Márcio chutou para fora. Depois, o volante roubou bola e esticou para o camisa 22 acertar na trave. Aos 35 minutos, altura em que o Rubro-Negro sobressaía em campo, o gol da primeira etapa. E que golaço. Bressan errou na proteção próximo à área, Samir fez pior e afastou com um toquinho, e a bola sobrou para Luiz Paulo arrematar com força e precisão. Nenhuma chance para PV, e o Tricolor Suburbano abriu o placar.

Fonte: Globo Esporte

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Atlético de Cajazeiras joga fácil, vence o Miramar e deixa a zona da degola

Trovão Azul faz 3 a 1 no Tubarão do Porto e sobe para a 8ª colocação do Paraibano. Equipe de Cabedelo segue na lanterna, ainda sem vencer na competição estadual

 
 

 
 
A expectativa era de que fosse um jogo nivelado por baixo, já que se tratava de um confronto entre os dois times de piores campanhas no Campeonato Paraibano. A previsão se cumpriu, mas apenas para o lado do Miramar de Cabedelo. Do outro lado, jogando em casa, no Perpetão, o Atlético de Cajazeiras jogou fácil, venceu por 3 a 1, e saiu da zona de rebaixamento do estadual. O Tubarão do Porto, por sua vez, segue na lanterna.
Com a vitória, o trovão Azul chegou aos seis pontos - em seis jogos - e ultrapassou o Lucena, que tem quatro pontos e folgou neste fim de semana. Já o Miramar permanece com apenas um ponto - em sete partidas -, cada vez mais afundado na última colocação do estadual.
Domínio do Trovão, mas apenas um gol
Desde o início da partida, os donos da casa mostraram que estavam dispostos a vencer, e vencer bem. Nos primeiros 20 minutos, praticamente só deu Trovão Azul no Perpetão. E aos 22, a superioridade do time de Tassiano Gadelha surtiu efeito. O atacante Juninho, atento, se aproveitou de indecisão entre a defesa e o goleiro do Miramar e tocou de bico para as redes, abrindo o placar.
O Atlético-PB quase ampliou aos 39, quando Renatinho perdeu um gol incrível. Livre na pequena área, o atacante cabaceou firme, mas carimbou o travessão de Laênio. E nada de mais interessante aconteceu na primeira etapa.
Atlético segue melhor e vence com facilidade
No Trovão Azul, o técnico Tassiano Gadelha fez as três substituições a que tinha direito e o time seguiu bem superior, dominando o jogo. E aos 20 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Trovão Azul, depois que a zaga do Miramar tocou na bola com a mão dentro da área. Cleiton Cearense foi para a cobrança, tocou rasteiro e a bola passou por baixo do goleiro Laênio e balançou as redes. Atlético-PB 1, Miramar 0.
Aos 30, saiu o terceiro dos donos da casa. Lelê chutou forte, o goleiro do Miramar deu rebote e Renatinho aproveitou, mandando para as redes e saindo para a festa com a torcida. Tudo indicava que o Trovão conseguiria golear, mas o Tubarão do Porto cresceu na partida e se aproveitou de um relaxamento dos donos da casa. Até que Evandro, aos 40, recebeu com liberdade na área do Atlético-PB e tocou rasteiro para o gol, vencendo o goleiro atleticano e diminuindo a vantagem dos donos da casa. Mas foi só. No fim, vitória do Trovão por 3 a 1.
Fonte: Globo Esporte PB

Santos de Caiçarinha é Campeão III Torneio F. P. L. wm José da Penha - RN

Aconteceu nesse domingo 22 - 02 - 2015 a Terceira Edição do Torneio F. P. L. de Futsal na Categoria Aberto contando com a Presença Recorde de 21  Equipes de Várias Cidades do Rio Grande do Norte e Paraíba consequentemente,

Um Verdadeiro Sucesso de Público no Ginásio Poli Esportivo Antônio Gildene Pereira na Cidade de José da Penha,

O Grande Desportista e Organizador do Evento Thieferson Fontes,  Foi um Verdadeiro Gigante em Termos de Organização, Sempre Sério e Honrando de Forma Extrema seus Compromissos na Certeza da Realização de outras edições desse Evento,

É um sonho de Thieferson Transforma esse Torneio em um Futuro Campeonato e com isso crescer a cada dia não somente o Esporte Jpenhense mas Promover a Interação de todos os Municípios vizinhos na união para favorecimento de uma Prática Saudável,






COMFIRA OS CONFRONTOS ABAIXO RELACIONADOS:

. Frutuoso Gomes 0 x 1 Velez-JP

. Cruz Maltino 2 x 1 Santo Antônio

. Bayer Santana 0 x 2 Santos de Caiçarinha

. Boca-Jrs 1 x 0 S. 1 de Pau dos Ferros

. Suburbão 0 (3) x (4) 0 Independente

. Boa Sorte 0 x 1 Martins

. Juventude  0 (2) x (3) 0 Força Joven

. Interlaje 3 x 0 Dinamo

. Catolezinho 0 (2) x (1) 0 Panelas de Rafael Fernandes

. Sousa 1 x 0 Montilha de Varzea Alegre - PB

. Portela 2 x 1 Labaredas

SEGUNDA   FASE:

. Velez 3 x 2 Cruz Maltino

. Santos 1 (3) x (2)  1 Boca-Jrs

. Independente 2 x 1 Martins

. Força Jovem 1 (2) x (0) 1 Interlaje

. Catolezinho 0 x 1 Sousa

. Portela 4 x 0 Carvão

TERCEIRA   FASE:

. Velez-JP 1 x 0 Portela

. Força Jovem 0 x 4 Independente

. Santos 3 x 1 Sousa

SEMI FINAIS;

. Independente 0 (0) x (2) 0 Velez-JP

. Santos Venceu no Sorteio

DECISÃO DO TORNEIO:

Santos 1 (5) x (4) 1 Velez-JP

Santos de Caiçarinha é o Grande Campeão do III Torneio F.P.L.

FICHA TÉCNICA:

Local: Ginásio Poli Esportivo Antônio Gildene Pereira - José da Penha - RN

Horário: 9:30 Hrs

Arbitragem: Luciano Libanio,  Adjailton Batista  e  Adiciano  Costa  ( Mesário )

Promovente: Thieferson Fontes

sábado, 21 de fevereiro de 2015

O Mercado Internacional e o Valor dos Jogadores Brasileiros:

No último domingo, dia 15, o correspondente do jornal O Estado de S.Paulo em Genebra, Jamil Chade (uma de minhas leituras obrigatórias), publicou excelente matéria sobre o mercado internacional de jogadores de futebol,
 
 
 
 
Seu artigo partiu de dados que obteve em primeira mão da FIFA e do seu TMS – Transfer Matching System (informações agora liberadas, mas somente em pequenos releases ou para os compradores dos levantamentos), mostrando o Brasil como o país com o maior número de atletas transferidos para times do exterior, seguido pela Espanha.
 
Chamou sua atenção o grande número de jogadores transferidos do Brasil para outros países e o baixo valor total dessas transações, especialmente quando comparou com os números referentes à Espanha e seus jogadores, bem como com o valor total das transferências em todo o mundo em 2014 (ano inteiro):
 
Brasil – 689 jogadores – US$ 221 milhões – média de US$ 0,32 milhão
Espanha – 600 jogadores – US$ 667 milhões – média de US$ 1,1 milhão (estimado)
Mundo – 13.090 jogadores – US$ 4,1 bilhões – média de US$ 0,31 milhão
 
Esses números, que vêm se repetindo há anos, embasaram a matéria – “Brasil exporta muito e ganha pouco com a venda de atletas” – que foi reforçada com a participação do Amir Somoggi, especialista em gestão esportiva, colaborador de vários veículos e já bem conhecido dos leitores desse OCE, que com frequência traz posts baseados em seus trabalhos. Amir chamou a atenção para a situação de enorme endividamento de nossos clubes, que leva-os a negociar direitos federativos de jogadores que mal e mal apresentaram algum indício de bom futebol.
 
Essa é uma verdade inegável, já bem conhecida e sofrida pelo torcedor brasileiro, mas eu acredito que a situação toda é mais ampla e muito mais antiga, e vem se repetindo há muito tempo, apenas com mudanças nos nomes e sedes dos participantes.
 
O que temos, na verdade, é o velho mercado em ação e, apesar da aparência cruel e de exceções que parecem apontar para uma situação de desequilíbrio, há uma lógica por trás desses números e movimentações. Que pode ser, sim, muito cruel, talvez até mesmo injusta (embora não pense assim), mas é a expressão de forças e movimentos que sempre impulsionaram o desenvolvimento das mais variadas atividades humanas.
 
Olhando um pouco o passado e a movimentação de jogadores
 
Até poucos anos atrás nossos grandes clubes renovavam seus elencos trazendo os promissores jogadores dos pequenos clubes brasileiros. Entre os grandes, os mais poderosos pegavam os melhores dos menos poderosos. Pagavam pouco. Se os jogadores “davam certo” seus valores de mercado subiam. Se eles fracassavam, o valor caía e o grande poderoso amargava grande prejuízo.
 
Desde então, o mercado mudou muito, mas sua essência continua a mesma – mercados fortes compram direitos federativos de mercados fracos.
 
Durante a década de 90 uma grande mudança tomou forma no mundo da bola: clubes europeus começaram a frequentar nossos bastidores e comprar os passes de nossos melhores jogadores. Era a globalização chegando com força total ao futebol.
 
É importante destacar que a globalização é todo um processo que passou a existir a partir de um certo grau de desenvolvimento tecnológico e como fruto, e não causa, de um brutal crescimento no número de habitantes desse planeta. O futebol é apenas uma parte disso, parte do lazer de alguns bilhões de pessoas em todo o mundo.
 
A globalização mudou as escalas de tudo que conhecíamos e as formas como vivíamos. E mudou o futebol. Vamos a algumas histórias.
 
Lembro que em 1997, Marcelinho Carioca, então grande ídolo corintiano, teve seu passe vendido para o espanhol Valencia, por um caminhãozinho de dinheiro: US$ 7 milhões. Meses depois, a carésima contratação voltava ao Brasil, para o mesmo Corinthians. No Valencia, Marcelinho marcou pouco mais de meia dúzia de gols. Fracassou. Não se adaptou. Estranhou. Teve saudades. Enfim, fracassou. E o clube espanhol amargou belo prejuízo, pouco recuperando do que gastou no pacote de transferência.
 
Quando foi negociado Marcelinho já era jogador formado, experiente, já tinha sido ídolo no Flamengo, antes de ser um símbolo do Corinthians. Jogou muito e jogou muito bem nos clubes das duas maiores torcidas brasileiras. Portanto, era mais que experiente, era tarimbadíssimo, era um jogador no auge de sua capacidade técnica, física e, supunha-se, emocional.
Assim mesmo, fracassou na Espanha.
 
Há poucos anos um jovem explodiu na zaga são-paulina de 2007: Breno. Explodiu é o verbo correto, pois com meros 17 anos assumiu titularidade incontestável na que foi a melhor zaga do futebol brasileiro nesse século XXI. No final de sua primeira temporada profissional, passando de 17 para 18 anos de idade, teve seu direito federativo negociado com o poderoso Bayern de Munique, por US$ 16 milhões. Em campo, como ficou provado no Brasileiro daquele ano, Breno era uma certeza, jamais uma aposta. Apesar disso, fracassou no Bayern, fracassou na Alemanha. Não nos gramados, mas fora deles. Com certeza, pesou a tenra idade, associada a uma formação cultural insuficiente para uma boa adaptação à vida num país estrangeiro.
E o Bayern amargou um grande prejuízo.
 
Ainda mais recentemente, nossos jornais reproduziram declarações fortíssimas de Mircea Lucescu, treinador do ucraniano Shakhtar Donetsk, que pagou € 25 milhões ao Atlético Mineiro pela transferência de Bernard. Um dinheirão, quase R$ 80 milhões pelo câmbio do pagamento. Apesar disso, Lucescu foi duro com Bernard, dizendo que ele era “jogador de Twitter”. Em outra entrevista, disse que ele tinha ido para a Ucrânia apenas para pegar o dinheiro do Shakhtar. Disse mais: era pouco comprometido, não se integrava, nem mesmo com outros brasileiros e não era pontual. Claro que ele joga uma fração do que jogava no Galo.
Bernard permanece no Shakhtar, mas não se pode dizer que os € 25 milhões foram bem empregados, muito pelo contrário.
 
Com esses exemplos quis demonstrar que mesmo jogadores já famosos pelo bom futebol, não constituem certeza de bons negócios quando contratados por times do exterior.
Morar em outro país não é fácil, especialmente para pessoas sem um bom preparo emocional e educacional. As diferenças de língua, hábitos, comidas, paisagens, climas, podem ser extremamente opressivas e levar uma pessoa a se desestruturar completamente. Para um jogador de futebol isso pode levar, simplesmente, a uma virtual incapacidade de jogar uma mínima parcela do que jogava.
Ao contratar um estrangeiro, e por estrangeiro nesse contexto temos que pensar em um jovem sul-americano ou africano (e já despontando asiáticos) chegando à Europa, o clube assume dois grandes riscos, pelo menos: o da evolução do jogador e a sua adaptação a outro país, outra vida, outro mundo, mesmo, ainda mais considerando as origens e condições de vida da maioria dos jogadores de futebol sul-americanos e africanos.
 
Ao lado desses exemplos de atletas já famosos, mesmo com pouca idade, que não se adaptaram às mudanças, temos centenas de casos de jogadores desconhecidos que também não se adaptam e retornam ou que nunca atingem um estágio de estrela, como aconteceu, por exemplo, com Hulk e Pepe, para citar somente dois entre muitos jogadores que eram desconhecidos do torcedor brasileiro e desenvolveram-se como atletas já na Europa.
 
Quando suas transferências entre clubes europeus movimentam grandes cifras, eles há muito já deixaram de ser os jovens desconhecidos que embarcaram em Cumbica ou Galeão.
 
Cabe aqui um outro dado importante do TMS: o Brasil não é somente o maior exportador de atletas, ele é, também, o maior importador, a ponto de a própria FIFA referir-se ao Brasil como “key player” no mercado internacional de transferências.
 
Desde a criação do TMS em 2010, o Brasil é o mais ativo participante no mercado de transferências, e isso inclui as duas mãos de direção, ou seja, jogadores saindo e jogadores entrando. Nesse segundo caso, temos os repatriamentos e o grande número de atletas que não “deram certo” em terras estrangeiras.
 
Entre janeiro de 2011 e junho de 2014, foram realizadas 5.003 transferências internacionais envolvendo clubes brasileiros.
 
Nesse mesmo período, 5.226 atletas brasileiros foram negociados em todo o mundo. Esse número é superior ao dobro de atletas da segunda nacionalidade com mais atletas movimentados: 2.632 argentinos.
 
Por outro lado... A população brasileira é, grosso modo, cinco vezes maior que a população Argentina. Causa um certo espanto quando comparamos esses números, não? O argentino é mais boleiro que o brasileiro.
 
Quando olhamos em detalhe as 5.003 transferências citadas, vemos que mais jogadores entraram no Brasil do que saíram: 2.692 contra 2.311. Naturalmente, a esmagadora maioria desses 2.692 que “entraram” no Brasil vindo do exterior (53% de clubes europeus), é formada pelos jogadores que não se adaptaram ou, simplesmente, não se revelaram bons o suficiente para permanecer no mercado europeu.
 
Os casos de sucesso – exceções e não regra
 
No outro lado dessa moeda, temos dois grandes exemplos do que seria algo próximo do ideal: Neymar e Lucas. Apesar do sucesso rápido em suas carreiras, Santos e São Paulo conseguiram segura-los por mais tempo, o que levou a transações financeiras de maior vulto, um indo para o Barcelona e o outro para o Paris Saint-Germain.
 
Neymar é Neymar, está melhorando dia a dia e não demora muito será o melhor do mundo. De sua transferência, polêmica e altamente lesiva ao Santos, já falei muito nesse OCE e vou passar sem o detalhamento, mas uma coisa é certa: o Barça fez um grande negócio. O Santos e a DIS, parte legal e legítima na transferência, muito investiram em sua permanência, mas pouco receberam do bolo total envolvido: R$ 80 milhões. Fora os jogos “amistosos” entre Santos e Barça e fora, naturalmente, os valores negociados diretamente com representantes do jogador.
 
Lucas demorou um pouco para “pegar” no PSG, mas agora está indo bem. Os absurdos € 42 milhões pagos ao São Paulo por sua transferência irão acabar se justificando. Reitero: foi um valor absurdo, bem acima do que o próprio mercado apontava como razoável para o atleta, naquele momento.  Hoje, ao lado de Neymar e Marquinhos, Lucas está entre os 12 jogadores mais valiosos e mais promissores das Big Leagues (ou Top 5 – Premier, Bundesliga, La Liga, Serie A e Ligue 1).
 
Em seu artigo, Jamil Chade lembra o exemplo de Thiago Silva, negociado pelo Fluminense com o Milan por € 10 milhões e, poucos anos depois, indo para o PSG por € 41 milhões. Uma grande valorização, sem dúvida. Como ele, outros jogadores evoluíram muito na Europa, como David Luiz e William, entre muitos. Esses muitos, porém, representam pouco em relação ao total de jogadores que estão na Europa ou que para lá vão temporada após temporada. São as exceções – 10, 20, 30, quando muito 50 jogadores de alto nível num universo de milhares.
 
Na normalidade de mercado e o que falta mesmo é bom futebol
 
Voltando ao iníco do post, além da Espanha, também a Inglaterra, Portugal, França e Itália estão à frente do Brasil nos valores de atletas negociados para outros países. O diferencial básico, número um, que explica as maiores médias de valores, está no fato simples de que se tratam de jogadores nativos dos diversos países europeus. Já conhecem e jogam sob a neve e o frio extremo, seus hábitos e valores culturais são relativamente comuns, sobretudo nessa fase histórica de integração entre economias e, inevitavelmente, povos e culturas. O risco “adaptação” é reduzido, assim como é maior o conhecimento das qualidades de cada atleta.
 
Em sua matéria, Jamil credita o baixo valor dos jogadores brasileiros à bagunça e à pobreza crônica de nossos clubes, incapazes de segurar os jogadores por aqui mesmo e com ele concordou o Amir. Na minha visão, porém, considerando esses pontos que apresentei, os valores não são baixos. Se tivesse que qualifica-los, diria que são valores normais. São normais em relação às expectativas e riscos que representam.
Quanto às estrelas, bem, no caso delas é tudo diferente e o céu pode ser o limite.
 
Aqui, sim, a pobreza de nossos clubes é fator impactante. Mas não único, infelizmente.
A garotada hoje tem noção muito clara das diferenças e da qualidade de vida e trabalho entre o Brasil e países desenvolvidos. Sonham não apenas em ganhar muito dinheiro, mas também em viver bem.
Sonham em jogar torneios importantes, charmosos e recheados de bons jogos, bons jogadores, bom futebol.
 
O mesmo botinudo que esfola canelas adversárias por mero comodismo, na Europa muda. Deixa de chutar os adversários e se concentra na bola. Joga, ao invés de brigar.
Os jovens jogadores veem isso desde cedo.
Humanamente, aqui se comportam de um jeito e lá irão se comportar de outro.
Adaptam-se ao novo ambiente por força do instinto e com a ajuda da educação. No Arena Sportv de ontem, sexta-feira, Belletti falou um pouco a respeito, de como seus colegas do Chelsea lhe deram dicas importantes de comportamento em relação à arbitragem, por exemplo. Só isso já renderia meia dúzia de posts enormes e um congresso inteiro com discussões por vários dias.
 
O jovem brasileiro quer ir para a Europa, independentemente da vontade do clube. Isso foi o que disse Kaká para o então presidente são-paulino, Marcelo Portugal Gouvêa. Por mais dinheiro que o São Paulo lhe oferecesse, ele queria jogar na Europa, especificamente num grande europeu.
Pelo conjunto da obra, digamos, e não somente pela grana.
Com diferenças de tonalidade e não de conteúdo, a situação é semelhante na Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e até no Chile, o mais desenvolvido dos países sul-americanos.
O dinheiro movimentado com as transferências de jogadores é muito elevado e chega mesmo a impactar as economias de países menores, que estão longe de terem o tamanho do Brasil e sua economia.
 
Levantamento global feito pela consultoria PwC - Price Waterhouse Coopers – e citado por Jamil Chade, apontou que já em 2012 os clubes europeus investiram US$ 4 bilhões em reforços, mas somente 20% desse montante teve como destino a América do Sul. Menos de um bilhão de dólares, mas valor razoável para o tamanho da economia do continente.
 
Tudo que falei em relação ao jogador brasileiro se aplica aos africanos e a uma boa parte dos sul-americanos. É reconhecido que argentinos e uruguaios, principalmente, têm menor proporção de jogadores que não se adaptam, mas esse ponto, aparentemente, não chega a influir no valor médio das negociações.
 
Esses são os pontos que queria demonstrar: nossos jogadores não são baratos, eles estão, simplesmente, na média do mercado. Os poucos, proporcionalmente, que se destacam, entram em categorias à parte, com outras referências de mercado e valor.
A pobreza e endividamento de nossos clubes forçam as vendas prematuras, é verdade, mas a necessidade de fazer dinheiro do clube se casa à perfeição com o desejo e sonho de todo jogador brasileiro (creio que com uma ou outra exceção), principalmente os jovens e muito jovens, de jogar na Europa.
Para eles terem a vontade de jogar aqui mesmo, nessa ora doce, ora terrível Terra de Vera Cruz, precisamos oferecer muito mais que dinheiro.
Precisamos oferecer bom futebol e tudo que o cerca.
 
Fonte: Blog Olhar Crônico Esportivo

Script de uma novela são-paulina: demissão de 'Muriçoca' é só questão de tempo

O soberano São Paulo em quatro atos. Para um bom entendedor, uma gigantesca piscadela de olho é mandado. ‘Muriçoca' Ramalho já se tocou. Tanto que anda mais macambúzio pelo clube que aposentado no final do mês.




Primeiro ato, 26 de janeiro. Mandachuva e trovoadas CM Aidar cobra títulos de ‘Muriçoca' Ramalho. Lembra que o clube gastou os tubos para montar o elenco pedido pelo treinador. E adverte: ele tem contrato até dezembro e chegou a hora de a diretoria cobrar canecos. Publicamente.

Segundo ato, 3 de fevereiro. Vice-presidente Ataíde Gil Guerreiro festeja a contratação do hermano Centurión e garante aos quatro ventos do moinho quebrado: o São Paulo tem o melhor plantel do Brasil, ‘sem contestação'. Diz considerar ‘Muriçoca' o melhor técnico do país, mas terá de mostrar serviço.

Terceiro ato, 17 de fevereiro. CM Aidar conversa por celular com Ricardo Alves de Maia, o ‘Negão', comandante dos anjinhos organizados pelo diabo na Independente. Cartola garante o aluguel de 50 ônibus para levar a torcida ao clássico contra o Corinthians. Confirma, na frente de jornalistas, a íntima relação com os anjinhos.

Quarto ato, 20 de fevereiro. Nas redes sociais, a organizada pede a saída de ‘Muriçoca' e a contratação do ‘pofexô' Vanderlei Luxemburgo. Fuzila: ‘Chega de humilhação! Muricy Ramalho ultrapassado. Time apático e covarde. Vá para o sítio pescar, descansar e cuidar da saúde. Não manche sua história. Luxemburgo, a salvação.'

Se a jiripoca piar nos próximos dois jogos da Libertadores (Danúbio e San Lorenzo), o mundo desaba no Morumbi. ‘Muriçoca' já sentiu que o rio está cheio de piranha. Um vacilo e... nhac.
                                                                        ############
The Voice. O próximo reforço do soberano São Paulo deve ser um megafone. 'Muriçoca' Ramalho chegou à conclusão de que os jogadores andam muito calados em campo. Precisam soltar a voz, chamar a atenção do companheiro. Fora das quatro linhas, a maioria fala pelos cotovelos, principalmente quando joga bilhar e baralho, mas fica em silêncio na hora de a onça beber água de canequinha. Chega de zíper na boca.

Zé Corneta. Lateral Dodô entra em campo e entrega bilhete do treinador a um companheiro. É o pombo-correio brasileiro da Inter de Milão.

Bem, amiguinhos. Ronaldinho Gaúcho ocupa o quarto lugar no ranking dos jogadores que mais engordam a conta bancária no México. Ele recebe US$ 1,8 milhão por ano (R$ 5,1 milhões) no Querétaro, de acordo com a revista ‘Forbes'. O rei da cocada é o atacante paraguaio Roque Santa Cruz, do Cruz Azul, com US$ 2,6 mi por temporada (R$ 7,4 mi). Depois, aparecem o mexicano Oribe Peralta (US$ 2,5 mi), do América, e o colombiano Darwin Quintero (US$ 1,85 mi), também do América.

Sugismundo Freud. Jura que não cuida da vida dos outros, mas é fã do BBB.

Bem, diabinhos. Isto é incrível: Gallo aciona lobby de cartolas e deve continuar como
'professor' da molecada do Circo Brasileiro de Futebol, para tristeza da dupla Gilmar Rinaldi/Dunga. Que assinaria a demissão do treinador com a mesma felicidade da conquista de um mundial. Delfim Peixoto Filho, da federação catarinense e amigo de fé de Zé da Medalha, puxou o caro ‘fica, fica'.

Dona Fifi. O Peixe decidiu inovar: oferecerá uma porção de sardinha frita aos 200 primeiros sócios que pintarem no aquário da Vila Belmiro para assistir ao embate com a Lusa, neste fim de semana, pelo Paulistinha. Um telão mostrará o jogo.

‘Mata-leão'. O ex-campeão Anderson Silva nocauteou o silêncio e disparou no Instagram: nunca usou drogas em 18 anos de carreira, sempre jogou limpo. Não é trapaceiro. Considera injusta a pressa em condená-lo por doping. Prometeu lutar até o fim para provar inocência. Por isso, não vê razão para se desculpar. Culpado ou inocente?

Gilete press. De Celso Itiberê, no 'Globo': "Não acho que a queda de público, seja nos autódromos ou diante da TV, tenha sido por causa do barulho ou do desenho dos carros. Foi, sim, um erro tático de administração. Bernie Ecclestone vende os GPs para quem paga mais e quase sempre para países sem cultura automobilística. Além disso, passou a vender os direitos de TV na Europa para o sistema pay-per-view. Num momento de crise poucos compram e as audiências despencaram. Ora, é o numero de espectadores que atrai patrocinadores. Sem eles, os times passam a ter dificuldades financeiras. O orçamento em 2015 oscila perto de R$ 1 bilhão." Bandeira preta.

Caiu na rede. Leandro Damião deixa a torcida santista revoltada: já cumpriu a meta de dois gols no Cruzeiro.

Tititi d'Aline. De nada adiantou o Viagra. Os jogadores do River Plate tomaram o milagroso comprimido antes da partida com o San Jose, na esperança de superar a altitude de Oruro (3.700m), mas sucumbiram aos pés dos bolivianos (2 a 0) na Libertadores. Um prato cheio para os coirmãos do Boca: 'Nem com Viagra consegue ser grande' e 'Apesar do Viagra, continuas pequeno'.

Rádio vestiário. O 'professor' René Simões prepara o atacante Jóbson para ser o protagonista do Botafogo nesta temporada. O jogador, que tem Cristiano Ronaldo como ídolo, promete enterrar a imagem de bad boy. A conferir.

Bola de ouro. Sócrates. O inesquecível ‘Doutor' figura na lista dos seis esportistas mais inteligentes da história no tradicional quadro ‘The Joy of Six', do jornal britânico ‘The Guardian'. As outras feras com currículos que vão muito além do esporte: Myron Rolle (NFL), Bill Bradley (NBA), Byron White (NFL), Marion Bartoli (tênis) e Craig Breslow (MLB). Sócrates sempre combateu a ditadura militar e foi um dos líderes da Democracia Corintiana.

Bola de latão. Andrés Sanchez. O eterno rei do sorriso preencherá o ócio de Brasília com o cargo de superintendente do Corinthians. Um deputado trabalhador.

Bola de lixo. 'Lei da Mordaça'. A democrática imposição da federação carioca foi para a lata de lixo. O juiz Marcello Rubioli considerou a cláusula da Ferj sem fundamento legal, uma censura. Se descumprir a determinação, a Ferj terá de pagar multa de R$ 50 mil - valor que a federação estipulava como punição para quem ousasse criticar o Carioquinha.

Bola sete. "Os engraçadinhos de plantão estão questionando se a Viradouro, rebaixada no Carnaval, vai recorrer ao tapetão. Mario Bittencourt, o advogado que ajudou o Fluminense a não cair em 2013, foi um dos integrantes do desfile da escola" (de Lauro Jardim, em 'Veja' - pano rápido).

Dúvida pertinente. O que a dona Lúcia acha da campanha do Grêmio de Felipão no Gauchinho?

Fonte: Blog Jose Roberto Malia

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Estádio do Palmeiras supera Arena Corinthians e é eleito melhor de 2014

Nova casa alviverde ganha disputa promovida por site polonês entre torcedores. Em eleição de "Júri especializado", Arena da Amazônia é o melhor brasileiro (segundo)

 
 
 
 
A nova arena do Palmeiras ganhou a eleição do site polonês "Stadium DB" como melhor estádio de 2014, feita com torcedores de 136 países. Inaugurado no final do ano passado, o reduto alviverde superou outros sete estádios brasileiros na lista: Arena Corinthians, Arena da Baixada, Arena das Dunas, Arena Pantanal, Beira-Rio e o estádio Kleber Andrade, na cidade de Cariacica, no Espírito Santo.
No total, a eleição contou com 96,772 votos entre 17 de janeiro e 17 de fevereiro deste ano. Cada participante preencheu um formulário e distribuiu 15 pontos entre cinco arenas (com notas de 5 a 1). O estádio do Palmeiras ganhou 134.725 pontos, deixando o San Mamés, do Athletic Bilbao (Espanha), em segundo com 96.712. O Otkritie Arena, da Rússia, apareceu em seguida com 89.518, enquanto a Arena Corinthians ficou em quarto com 78.589.
A eleição mobilizou torcedores do Palmeiras nas redes sociais durante os últimos dias. De acordo com o StadiumDB.com, o estádio alviverde permaneceu entre os três primeiros da pesquisa durante todo o tempo.
O site também fez uma eleição ouvindo apenas especialistas (seis engenheiros com experiência em estados). Entre o "júri especializado", o vencedor de 2014 foi o Hazza Bin Zayed, do Al Ain, nos Emirados Árabes. O segundo lugar ficou com a Arena da Amazônia, construído em Manaus para a Copa do Mundo.

Fonte: Globo Esporte

O Time Mais Feliz do Grupo da Morte:

 
 
A derrota de virada para o San Lorenzo nos últimos minutos certamente está doendo, mas de alguma forma o Danubio segue comemorando. Quando o sorteio da Libertadores apontou que, por conspiração dos papeizinhos, a chave 2 seria uma das mais difíceis da competição, apenas um clube vibrou. Justamente aquele que tecnicamente teria mais a lamentar: se para San Lorenzo, Corinthians e São Paulo o destino pareceu não pai, mas padrasto, para o modesto Danubio foi a maior das bênçãos, afinal enfrentar clubes tradicionais do continente é uma oportunidade dourada de incrementar os cofres do clube, que opera em um patamar quase MICROSCÓPICO se comparado ao futebol brasileiro
Na partida contra o São Paulo, a Arena Corinthians obteve aquela que até agora é sua maior renda: R$ 3,5 milhões. Esta vultosa soma não é suficiente para pagar metade do salário mensal do grupo corintiano, mas seria capaz de sustentar o Danubio por quase meia temporada. Não apenas o futebol, mas TODO o clube, incluindo funcionários, categorias de base e complexo desportivo. Segundo relatório da Pluri Consultoria, o elenco do Danubio tem apenas o 32º valor de mercado entre os 38 times que começaram a Libertadores, avaliado em R$ 23,9 milhões (o Cruzeiro, que lidera a lista, conta com um time cujo valor estimado é de R$ 197,4 milhões; São Paulo e Corinthians, os colegas brasileiros do Danubio na chave 2, estão avaliados em R$ 181 milhões e R$ 142,2 milhões, respectivamente).Conforme o presidente Oscar Curuchet, o time de la franja tem um gasto total de cerca de 300 mil dólares por mês (3,6 milhões de dólares por ano). Em um ano, recebe 700 mil dólares de direitos de televisão e sócios do clube, valor que sequer pagaria um mês de salário de alguns nomes do futebol brasileiro. Para fechar a conta, é preciso vender jogadores, e nisso o Danubio é uma das referências do futebol charrúa: de suas canteras já surgiram nomes como Carini, Cavani e Gargano, apenas para citarmos nomes recentes. Um tal de RECOBA também foi formado lá.Assim, se os clubes brasileiros chiam (e com razão) pela premiação da Libertadores, para los de la Curva os 900 mil dólares pelas três partidas da primeira fase serão um BÁLSAMO para as contas, afinal vão garantir três meses de funcionamento do clube. Isso sem contar a renda das partidas. Se por ventura, conseguir realizar façanha semelhante à do rival Defensor, semifinalista de 2014, a atual temporada vai garantir um fôlego ainda mais duradouro. Para ilustrar: quando Suárez se transferiu para o Barcelona, uma comparação das cifras apontava que o valor da transação cobriria TRINTA anos de manutenção do Danubio.A situação do Danubio, é claro, não é incomum no Uruguai, onde os times marcham para uma guilhotina financeira. As receitas advindas de patrocínio e venda de ingressos não são suficientes. Para se manter, precisam negociar a liberação do dinheiro da TV e torcer para que NÃO CHOVA quando enfrentam Nacional e Peñarol, pois destes confrontos saí grande parte das receitas. Em todos os outros jogos da temporada, a regra é que percam dinheiro, devido aos custos envolvidos na operação da partida, seja no Centenário ou nos seus próprios estádios.Fora isso, resta a venda de jogadores, mas são poucos clubes no país que contam com estrutura para formar jovens talentos. Dois dos principais, aliás, são Danubio e Defensor, que não por acaso disputam o “clássico dos médios” – estão muito abaixo de Nacional e Peñarol, mas bastante acima dos clubes chicos. Existe, inclusive, grande rivalidade entre ambas as torcidas. Quatro vezes campeão nacional, o Danubio está em sua sétima Libertadores. A melhor colocação foi em 1989, quando foi eliminado nas semifinais para o Atlético Nacional, que seria o campeão.Dentro do campo, a princípio, não há motivos para grandes expectativas. Justamente para manter as contas em dia, o Danubio negociou Mayada, um dos seus principais nomes, para o River Plate, além de vender o arqueiro Ichazo para o Torino. Campeão do último campeonato uruguaio, encerrado na metade de 2014, em decisão dramática com o Wanderers, o clube teve um segundo semestre bastante irregular. Para surpreender meio mundo, precisa mais do que nunca de suas categorias de base. Mas, principalmente, torce para que o Centenário transborde nas partidas contra São Paulo e Corinthians. O que para muitos é grupo da morte para o Danubio é uma oportunidade ímpar de garantir a sobrevivência. E continuar vivo, afinal de contas, é a única coisa que importa mais que um título.


Fonte: Blog Meia Encarada




 

Roger chama vitória do Flamengo de incontestável e elogia Cirino: "É mortal"

Para comentarista, Vanderlei Luxemburgo "queria a liderança" do Campeonato Carioca e, por isso, não poupou Gabriel e Eduardo da Silva no segundo tempo

 
 
O Flamengo bateu o Boavista por 2 a 0, no Maracanã, pela quinta rodada do Campeonato Carioca, nesta quinta-feira. O atacante Marcelo Cirino foi o grande destaque com um gol e uma assistência para Everton, que marcou o segundo. O camisa 7 foi elogiado pelo comentarista Roger Flores, que o chamou de "mortal" em jogadas de velocidade. O ex-jogador também afirmou que o triunfo do Rubro-Negro foi incontestável.

- Vitória incontestável do Flamengo, principalmente pelo segundo tempo. O Flamengo soube aproveitar a primeira oportunidade que teve de contra-atacar. E aí o Marcelo Cirino é mortal, ele se posiciona bem para receber esse passe e consegue impor sua velocidade, que é sua característica mais marcante. Finalizou bem, de cabeça erguida, tirando do goleiro - disse Roger.

Na sua opinião, duas das três alterações feitas pelo técnico Vanderlei Luxemburgo aconteceram para buscar a liderança do Campeonato Carioca. Aos 15 do segundo tempo, quando a partida ainda estava 1 a 0, Gabriel entrou no lugar de Nixon, e Arthur Maia saiu para entrada de Eduardo da Silva, que ainda não tinha entrado em campo nesta temporada. O Flamengo precisava vencer por dois de diferença para tirar a primeira colocação do Botafogo. E deu certo: Everton marcou o segundo, aos 27.

- Logo após o (primeiro) gol, o Vanderlei colocou o Gabriel e o Eduardo da Silva, tirando Nixon e Arthur Maia. Não por questões técnicas ou questões táticas. Ele manteve o desenho tático. As alterações foram para manter uma postura agressiva, mesmo depois do gol. Porque ele queria a liderança do campeonato. Conseguiu o segundo gol, o Flamengo passou a quinta marcha e mandou no jogo - afirmou.


Ao final da partida, Léo Moura admitiu que recebeu um convite oficial do Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos (que tem Ronaldo Fenômeno como um dos parceiros), e que conversará com a diretoria do Flamengo sobre sua saída. O lateral afirmou, no entanto, que quer participar dos próximos jogos do Rubro-Negro. Roger citou que o jogador já começou a ser homenageado pela torcida nesta quinta-feira, quando começou a se aquecer para entrar na vaga de Thallyson. Para o comentarista, todas as homenagens que acontecerem serão merecidas.

- Ele já está com 36 anos, vai fazer 37. São 10 anos de clube, mais de 500 jogos. As homenagens estão sendo feitas, começaram hoje pela torcida do Flamengo a partir do momento que ele foi aquecer lá atrás do gol, a torcida em peso o aplaudiu, gritou o seu nome. Então é mais do que merecida todas as homenagens ao Léo. Ganhou Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Estaduais. Tem um currículo invejável e com certeza vai ficar na história do Flamengo - opinou.

No próximo domingo, o Flamengo vai a Volta Redonda enfrentar o Madureira no estádio Raulino de Oliveira, em jogo que o Tricolor Suburbano será o mandante. A partida acontece às 16h. Já o Boavista visita o Macaé no estádio Moacyrzão, também no domingo, mas às 17h.
Fonte: Globo Esporte

Majestoso Bate Recorde de Audiência e Supera até a Final da Copa do Mundo:

O primeiro Majestoso da história da Libertadores turbinou o ibope da plim-plim na grande Pauliceia refém da violência.





A vitória do Corinthians sobre o soberano São Paulo, na abertura do ‘grupo da morte', rendeu 32 pontos de audiência, recorde em jogos transmitidos nesta temporada.

Uma semana atrás, o segundo embate entre Corinthians e Once Caldas, pelo mata-mata do vestibular do torneio continental, amealhou 20 pontos de média, cinco a menos que o primeiro confronto, disputado em Palogrande. Já o clássico San-São abocanhou oito na Band.

O Majestoso internacional no Itaquerão, minha casa minha vida perdeu em audiência apenas para a novela ‘Império' (37 pontos) e o ‘BBB' (36). Deixou na poeira ‘Boogie Oogie' (19), ‘Alto Astral' (23) e o ‘Jornal Nacional' (26).

Superou até o ibope da final da Copa (29), quando a Alemanha derrotou a Argentina. Cada ponto equivale a 67 mil domicílios sintonizados em São Paulo.

Por falar em telinha... Alguns míseros trocados separam a dupla Corinthians/Flamengo do Barcelona no controle remoto. Enquanto corintianos e rubro-negros faturam juntos R$ 340 milhões por ano, a equipe catalã receberá R$ 452 milhões da Movistar.

No início do mês, a Premier League anunciou a venda dos direitos de TV por R$ 22 bilhões, distribuídos ao longo de três anos. Plim-plim
                                                       ############
Zé Corneta. São Paulo, a enceradeira da moda: roda, roda, e nada.

Tricolor freguês. A vida do soberano São Paulo tem sido uma maravilha na Libertadores, principalmente quando divide o sonho com um coirmão brasileiro. Desde que soltou o grito de campeão em 2005, o Tricolor coleciona sete vitórias, dois empates e 10 sapatadas. Fora de casa, saboreou somente um triunfo. Empatou duas vezes e sucumbiu sete. No Morumbi, as coisas melhoram: seis vitórias e três empates.

Caiu na rede. Gol de Jadson no Majestoso foi a melhor jogada de Pato pelo Corinthians.

Bem, amiguinhos. Era o que estava faltando: o Aragua, clube da primeira divisão venezuelana, oficializou a contratação do governador do estado, Tareck El Aissami. Advogado de 40 anos, ele deverá atuar como atacante nas 12 partidas que faltam para o final do campeonato. Se a moda pega, Alckmin jogará ao lado de Robinho, e Fernando Haddad reforçará o meio de campo tricolor. E o corintiano Andrés Sanchez atacará de zagueiro caneludo.

Dona Fifi. Sua senhoria Ricardo Marques Ribeiro estuda processar o são-paulino Ganso pelas criticas após o Majestoso. Já entregou o caso ao advogado.

Bem, diabinhos. ‘Roma devastada e ferida'. Assim o prefeito da capital italiana, Ignazio Marino, definiu o ataque de vândalos do Feyenoord em um dos cartões postais da cidade, a Praça da Espanha, poucas horas antes da partida com a Roma pela Liga Europa. Mais de 500 animais lançaram garrafas e sinalizadores nos policiais, que reagiram distribuindo bordoadas.

Sugismundo Freud. Cabeça vazia é ignorância mesmo.

Twitface. Da série ‘Não tem mais bobo no futebol': Peixe empresta hermano Patito ao Johor, da Malásia, e se livra de um salário de R$ 150 mil. Em 41 jogos pelo Santos, o argentino marcou dois gols. Cada um custou mais de R$ 1 milhão.

Gilete press. De Ancelmo Gois, no "Globo": "Agora é oficial. Léo Moura, o lateral rubro-negro, vai jogar no Fort Lauderdale Strikers, o time de futebol de Ronaldo Fenômeno e André Chaves, nos EUA. Ele vestirá a camisa 10 no dia 4 de abril contra o New York Cosmos, que já teve Pelé entre seus craques. A sua despedida do Flamengo será no dia 1º de março, jogando contra o Botafogo. E Ronaldo Fenômeno já está se preparando para voltar aos gramados. Ele jogará ao lado de Léo Moura." Sempre alerta, o Flamengo foi o último a saber.

De chaleira. O Palmeiras se livrou de mais um jogador, o 14º: Mendieta foi emprestado ao Olimpia, do Paraguai, até dezembro. O contrato com o time paulista só termina em junho de 2017. O paraguaio disputou 49 jogos e assinalou sete gols.

Tititi d'Aline. O atacante Jô pode ganhar festa surpresa se continuar ‘virgem' até 10 de abril. Nessa data, ele completará um ano sem correr para o abraço. Na derrota do Galo para o Colo Colo, Jô fechou 31 partidas em jejum - 26 pelo time mineiro e cinco pela amarelinha desbotada. O centroavante marcou pela última vez contra o Zamora, da Venezuela, pela Libertadores/14. No Facebook, internautas já convidam para a inesquecível patuscada: ‘Sexta, 10 de abril, no Horto. Festa exclusiva, com participação de DJ Emerson Conceição e MC André Bebezão. Open Bar'.

Você sabia que... Ganso pode pegar dois jogos de gancho por ter criticado o árbitro (‘não foi erro, foi roubo') após a derrota para o Corinthians?

Rádio vestiário. O zagueiro Gil e o meia Jadson devem limpar o armário no Corinthians depois da Libertadores. Gil está nos planos do Wolfsburg, enquanto Jadson interessa ao Jiangsu Sainty, da China.

Bola de ouro. Chelsea. Suspendeu três torcedores envolvidos no caso de racismo no metrô de Paris - um bando de imbecis impediu um homem negro de entrar no vagão. O trio não poderá pisar no Stamford Bridge, estádio do clube, por tempo indeterminado. A punição pode virar vitalícia.

Bola de latão. Figo. O gajo levantou a bandeira da monstruosidade na corrida
eleitoral pelo trono da mamãe Fifa: quer uma Copa do Mundo com 48 seleções, premiando principalmente a turma de pernas-de-pau.

Bola de lixo. São Paulo. Engravatados de colarinho branco já começaram a atazanar a vida de ‘Muriçoca' Ramalho. Culparam o treinador pela derrota diante do Corinthians. Não gostaram da apatia do time, do ataque de riso e de Michel Bastos na lateral.

Bola sete. "Não tem o que falar, não fujo da responsabilidade. Era uma bola defensável. Ela fez uma curva e eu tentei botar o corpo atrás dela, mas ela ganhou no quique. Falhei" (de ‘são' Victor, sobre o frango contra o Colo Colo - tem crédito).

Dúvida pertinente. Roberto de Andrade, novo presidente do Corinthians ou marionete de Andrés Sanchez, o rei do sorriso?

Fonte: Blog Jose Roberto Malia

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Perder, Ganhar, Transformar

 Os grandes gênios da história do futebol se dividem em dois grupos. De um lado, os que se destacaram pelo talento ou pelas conquistas. Do outro, os que deram um passo além: deixaram um legado transformador para o jogo. Exerceram influência.

Pode-se gostar mais ou menos de Pep Guardiola. Difícil é não enxergá-lo como o mais influente treinador de nossos tempos. Faz bem ao jogo alguém disposto a romper paradigmas, experimentar, ousar. Alguém disposto a ganhar ou perder sem romper com suas ideias. Um personagem para quem o resultado, ou o risco de não obtê-lo, jamais se sobrepõe à forma.

O controle do jogo através da posse de bola e do passe, o time agrupado, a linha defensiva avançada, o ataque como orientação. Guardiola acredita no seu chamado "jogo de posição", no time que avança junto, ocupa o campo rival e cria linhas de passe. Mas adverte: para executá-lo é preciso correr muito e ser rápido para destruir. Caso contrário, o contra-ataque está oferecido ao adversário.

Eis o que diferencia Guardiola dos que apenas vencem. Seu estilo impõe um risco que, quando cobra a conta, costuma fazê-lo de forma contundente. Foi assim nos 4 a 0 que seu Bayern sofreu do Real Madrid em 2013. Foi assim, novamente, nos 4 a 1 que o Wolfsburg impôs há 15 dias. Em comum, a mesma fórmula fatal: defesa adiantada, bola perdida no ataque, falta de pressão no rival e contra-ataque. E grandes desastres.

Neste momento, se produz um dos mais fascinantes dilemas do futebol: a pureza do estilo ou o porto seguro de um modelo mais convencional. Guardiola não se deixa tolher pelo risco. Decidiu que o estilo é inegociável. Optou por sua filosofia. Ganhou muito mais do que perdeu até aqui. Colecionou taças. Ainda que, é verdade, tenha tido nas mãos elencos espetaculares. Mas rejeitou o lugar comum. Escolheu o caminho daqueles que transformam o jogo. E o fez. Moldou o jeito de jogar da Espanha multicampeã. Teve influência clara na transformação do sempre pragmático jogo alemão. Sem contar inúmeros times mundo afora.

O risco vale a pena. Vira e mexe, times de Guardiola nos brindam com sinfonias de futebol. Só nesta temporada, o Bayern fez 7 a 1 na Roma, na casa do rival - soa familiar, não? -, e, no último sábado, 8 a 0 no Hamburgo. É daqueles times que jamais geram indiferença. Afinal, justifica-se a expectativa por um show a qualquer momento. Ou, ao menos, de um jogo com identidade própria e aposta no ataque.

A partir desta terça-feira, este Bayern de Guardiola tentará dar um passo adiante: vencer a Liga dos Campeões com o treinador no comando. E o fará numa fase de mata-matas com um toque de imprevisibilidade. Se sobram craques, estrelas globais aos gigantes e milionários europeus, a temporada também tem a marca das interrogações.

A começar pelo próprio Bayern de Guardiola. O alicerce do jogo do treinador é o meio-campo. E seguidas lesões dos meias colocaram o projeto em risco. Schweinsteinger retornou, mas ainda não chegou ao auge. Lahm, Thiago, Javi Martinez e Xabi Alonso seguem fora. O Bayern foi capaz de jogos impressionantes mesmo sem o eixo de seu jogo. O tamanho do dano, se verá quando começar o duelo com o Shakhtar Donetsk, o time ucraniano repleto de brasileiros.






O Barcelona de Messi, Neymar e Suárez vive grande fase. Mas, há um mês, mergulhara na crise. Vive uma transição, uma troca de estilo. Migra do jogo de toques da "Era Guardiola" para um estilo mais vertical, apostando no tridente ofensivo.

Caso semelhante ao do Real Madrid. Sobra poder num ataque com Cristiano Ronaldo, Bale e Benzema. Mas o equilíbrio entre ataque e defesa continua distante. Mesmo diante de rivais frágeis, o time concede chances demais.

O Paris Saint-Germain caminha de mãos dadas com a irregularidade. Tem Ibrahimovic, Lucas, Thiago Silva, Cavani e outros astros. Ma não se impõe sequer no Campeonato Francês. Problemas de relacionamento parecem minar o ambiente. Coisa de milionários.

Por fim, há o Chelsea de José Mourinho. E de Oscar, Willian e Hazard. Não há o superastro. Mas há um dos times mais competitivos da Europa. E que não viveu uma crise até aqui. Impossível descartá-lo. Assim como convém não duvidar, nunca, do Atlético de Simeone.

O mundo vai parar para a reta final da maior competição de clubes do mundo. A globalização em forma de futebol. Se o resultado é imprevisível, uma coisa é certa: o Bayern terá a cara de Guardiola. Para ganhar ou para perder.


Fonte: Blog do Mansur

Em busca de um 2015 rubro-negro, Canteros vê time com "fome de glória"

Volante argentino diz não ter preferência de parceiro em seu setor e se mostra assustado com carnaval do Rio de Janeiro: "Muita gente fantasiada, com peruca"

O Flamengo manteve a base de 2014 e contratou reforços pontuais para montar o elenco desta temporada. Por isso, o clube largou na frente da maioria e espera um ano vitorioso. Peça importante do time titular de Vanderlei Luxemburgo, o argentino Héctor Canteros é um dos pilares do atual elenco e fala pelo grupo inteiro quando diz que estão todos famintos por títulos. O objetivo é levar o Rubro-Negro ao topo.
- Acho que o time está bem, trabalhando para conquistar coisas importantes. É um time com fome de glória e que está trabalhando para brigar sempre em cima, fazer o que o Vanderlei pede. Estamos num bom caminho - disse o volante.




Canteros vive boa fase no Flamengo e foi recompensado com um belo gol de falta marcado contra o Barra Mansa, pela segunda rodada do Carioca. Na ocasião, o time venceu a partida por 4 a 0. O argentino faz questão de ressaltar que prefere o sucesso coletivo.



- Prefiro que o time ganhe. Isso é o talento de um. Trabalho para melhorar no dia a dia. Tive a sorte de poder fazer o gol e espero fazer mais para ajudar o time a ganhar.
O segundo volante do Flamengo iniciou a temporada como titular ao lado de Cáceres, mas o paraguaio acabou perdendo a vaga para Márcio Araújo no decorrer dos primeiros jogos. Para Canteros, não faz diferença quem seja seu companheiro naquele setor do campo.
- Não mudou. São jogadores com características diferentes, e eu me acho bem com os dois.
Susto com o carnaval
E uma coisa que assustou Canteros foi o carnaval carioca. O jogador, que chegou ao Flamengo no meio do ano passado, teve algum contato com a festança pela primeira vez.
- Fiquei em casa com minha filha e vi muita gente fantasiada, com peruca. Fui ao mercado e vi muita gente assim. Não entendi bem, mas depois me explicaram que era o carnaval. Tem muita gente na rua. Me surpreendi um pouco. Na Argentina também tem, mas não assim. As pessoas não andam fantasiadas, não é como no Brasil.
Após quatro rodadas, o Flamengo é o vice-líder do Campeonato Carioca, com 10 pontos, atrás apenas do Fluminense, que tem 12. O próximo compromisso do time, contra o Boavista, será na quinta-feira, às 19h30 (de Brasília), no Maracanã, pela quinta rodada da competição.
Fonte: Globo Esporte

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Na Pré Tenporada Financeira o Flamengo é o Melhor e o Corinthians o Pior:

Muita calma nessa hora. O título deste post não deve entusiasmar o rubro-negro e nem desesperar o corintiano, porque muita água ainda rolará até 31 de dezembro. Há clubes que até devem estar em situação pior, dada a menor capacidade de geração de receita, mas em termos de números brutos de receitas e despesas/saídas, sem dúvida a situação corintiana é a pior.
 
 
 
 
 
Tal como no futebol, agora já quase com uma pré-temporada completa, de verdade, o pessoal do Itaú BBA aproveitou esse início de ano para fazer a Pré-Temporada Financeira, a primeira de muitas, acredito, um estudo preliminar sobre o que poderão ser os números de 2014, que viremos a conhecer durante o mês de abril (30 de abril é o prazo final por lei para publicação dos balanços) e também uma prévia sobre os resultados de 2015.  Daqui alguns meses, teremos mais uma edição da análise completa dos clubes brasileiros, a exemplo dos últimos anos.
Essa primeira arrancada do ano foi limitada aos 12 clubes de maiores torcidas, até, acredito, pela maior abundância de informações financeiras. Mesmo assim, cumprindo um preceito básico das boas práticas financeiras, somente sete desses doze clubes apresentaram ou divulgaram seus balancetes no decorrer desse ano que passou: Corinthians, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras e Santos. Sobre os outros cinco – Atlético Mineiro, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Vasco, o trabalho foi feito a partir de projeções dos números de 2013, complementadas por informações através da imprensa. Um ponto importante a ser considerado também nesse estudo, é que os autores não contataram os clubes em nenhum momento. Todo o trabalho é realizado a partir dos balanços e balancetes públicos e informações da imprensa.
De acordo com Cesar Grafietti e Pasquale Di Caterina, autores desse trabalho, o “objetivo não é acertar os dados, mas ter uma indicação de para onde vão os clubes se a situação seguir na direção que as premissas apontam”.  Posteriormente, ao elaborar a Análise dos Clubes Brasileiros – 2014, será possível verificar até que ponto essa visão preliminar está correta e, ao mesmo tempo, ter uma melhor ideia sobre o cenário para esse ano em curso.
Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte - A novidade nesse estudo é a inclusão dessa lei, numa base estimada pelo que foi discutido no Congresso Nacional, de como os clubes se comportarão nesse ano tendo que honrar seus compromissos fiscais em duas pontas: os atrasados e os impostos correntes. Essa parte do estudo será apresentada em post específico, a seguir.
 
As premissas consideradas
 
Inicialmente, os clubes foram divididos em dois grupos: os que apresentaram os balancetes intermediários durante o ano e os que não os divulgaram. Essa divisão se impôs porque a partir de dados intermediários é possível ter maior grau de conforto nos números projetados. No caso dos clubes que não divulgaram os balancetes, foram usadas informações disponíveis na Imprensa para, em conjunto com o que foi visto nos outros clubes formar o cenário do ano.
Transcrevo, a seguir, o texto do próprio estudo sobre as premissas:
“Para 2015 utilizamos como premissa de receitas a correção pela Inflação dos itens Receita com Direitos de TV, Publicidade e demais Receitas, exceto a Venda de Direitos Esportivos. Para estes casos utilizamos uma média dos últimos 4 anos.
Importante ressaltar que no caso da Publicidade consideramos que alguns clubes que ainda estão sem patrocinadores, mas há notícias de negociação na imprensa que conseguiram fechar seus contratos nas bases comentadas.
Para fins de Custos e Despesas utilizamos como referência as mudanças de elenco observadas ao longo de Dezembro e Janeiro, e corrigimos o saldo pela expectativa de inflação, aqui considerada em 6% ao ano, pouco abaixo do teto da meta inflacionária, e que é apenas uma referência para fins de cálculo. Naturalmente, neste item temos uma limitação porque fazemos uma ilação baseada nas informações de imprensa até este momento.
No final, chegamos ao EBITDA, que é a diferença entre Receitas e Custos e é o que sobra para Investimentos e Pagamento de Dívidas. Não avaliamos as fontes de recursos para eventuais necessidades de caixa, como novas dívidas ou adiantamentos, nem avaliamos os Investimentos, visto que há poucas informações que nos permitem ter esta profundidade.
Fatores que certamente não estão contemplados nesta avaliação são eventuais premiações por conquistas de Títulos, assim como vendas de Direitos Econômicos em valores muito acima do usual.
O objetivo foi avaliar se os clubes conseguem gerar resultados para pagar dívidas fiscais e fazer novos investimentos.
 
Conclusões – Itaú BBA: 2014 foi ruim e 2015 não parece promissor
 
A verdade é que o balanço geral dessas suposições que apresentamos confirma que 2014 foi um ano bastante difícil para os clubes quando falamos da relação entre Receitas e Custos. Com exceção do Flamengo, que manteve sua política de austeridade e recuperação financeira, todos os demais clubes apresentaram receitas em queda, custos em elevação – ou, no melhor cenário, estáveis – de forma que a geração de caixa obtida foi insuficiente para investimentos, pagamentos de dívidas e juros. E ainda tiveram que conviver, possivelmente, com períodos de fluxo de caixa negativo, o que justifica informações sobre atrasos de salários e direitos de imagem.
Naturalmente que neste cenário os Investimentos ficam prejudicados. Acabou o mundo em que os Clubes Brasileiros podiam fazer grandes contratações, com a ilusão de poder competir com os Clubes Europeus. Hoje nem com a China podemos brigar.
Há que se fazer um forte ajuste nos Custos, uma vez que as receitas não aparentam ter força de crescimento nos próximos anos, já que o contrato com a TV está dado, o mercado publicitário reduziu a precificação das camisas dos Clubes e mesmo a Bilheteria pode sofrer queda, em função do cenário econômico mais restritivo que se avizinha.
Essas considerações acima dos autores do estudo são baseadas em estimativas, é importante relembrar ao leitor do OCE.
Pessoalmente, eu optaria por fazer o estudo sem considerar as receitas com transferências de atletas, que influenciam demais os resultados, mesmo considerando o fato de terem usado a média de 4 anos desse valor, como fizeram os autores. São Paulo, Atlético Mineiro e Corinthians, assim como o Internacional, parecem-me os clubes com maior influência dessas receitas.
De forma correta e prudente, até porque são profissionais do sistema financeiro, os autores trabalharam com uma expectativa inflacionária de 6,0% para esse ano, que é meio ponto percentual inferior ao teto estabelecido pelas autoridades monetárias. Pessoalmente, penso que o teto oficial dificilmente será mantido ou não atingido. Pelo que podemos antever, hoje, esse ano de 2015 se afigura extremamente difícil e a inflação poderá disparar, dependendo do que vier a acontecer em decorrência da crise hídrica, que afeta justamente a porção do país que concentra a maior parte do PIB.
O cenário para 2015 que começamos a enxergar nessa metade do primeiro trimestre, é pouco animador. Há visível redução na produção industrial, bem como sinais de desemprego crescente. Essa realidade certamente irá impactar negativamente receitas importantes para os clubes, como a bilheteria e os novos programas de sócios-torcedores, que são hoje as meninas dos olhos dos dirigentes de vários clubes.
 
Comentários do OCE
 
Flamengo sai na frente
 
As medidas de contenção de gastos e a preocupação e o pagamento dos tributos fiscais colocam o Flamengo numa posição ímpar para essa temporada de 2015, desde que sua direção se mantenha no caminho traçado. Só economizar, entretanto, não seria suficiente para explicar a boa situação rubro-negra e para isso a contribuição do aumento das receitas foi essencial, como já destacado no quadro apresentado acima – provável crescimento de 36% nas receitas de marketing (publicidade). Os custos se comportaram, com um ligeiro sinal de alerta, algo que, penso eu, deve ser ainda melhor cuidado nesse ano corrente. Os próprios autores reconhecem que com mais sobras, e eu diria mais dinheiro rolando do que sobras propriamente ditas, o clube poderá investir mais. Esse é sempre um momento delicado, perigoso – Paulinho da Viola: “Dinheiro na mão é vendaval, nas mãos de um sonhador” (e todo dirigente de futebol é um sonhador, tem que ser também um sonhador) – mas salvo alguma mudança de vulto no comportamento dos dirigentes, o clube terminará 2015 na sua melhor condição econômico-financeira nessa era moderna de nosso futebol.
 
Corinthians com problemas à vista
 
Os números de 2014 não aparentam nada muito bom, com significativa queda nas receitas e um igualmente significativo aumento nos custos. Há, ainda, controvérsias a respeito dos pagamentos do estádio, mas quaisquer que sejam os valores e condições, eles já devem ter trazido problemas de caixa em 2014 e terão forte impacto negativo sobre os resultados de 2015. Nesse ano, corrente, um mínimo de 60 milhões de reais (talvez mais) terão que sair do clube para pagamento das obras. Apesar disso, o clube ainda insiste com algumas contratações e renovações de contratos com valores nada condizentes com o cenário comentado para esse exercício. Lembro aqui que um singelo salário de “módicos” 500 mil mensais, tem um custo anual de pelo menos 8 a 9 milhões de reais. Pelo menos. Avançar na Copa Libertadores é condição sine qua non para a direção ter um ano um pouco menos problemático.
 
São Paulo teve um 2014 desastroso
 
Certamente não foi um bom ano para o clube, inclusive no plano institucional, o que talvez tenha provocado algum reflexo na própria geração de receitas. Os autores chamam o EBITDA de 2014 de desastroso e um caixa fortemente negativo num ano transfere muitos problemas para o seguinte, criando maiores dificuldades para 2015. Os problemas financeiros do Tricolor, entretanto, não começaram em 2014, eles vêm se acumulando há alguns anos (como esse OCE destacou algumas vezes), com grandes despesas em inúmeras contratações de atletas, grande parte sem o menor retorno, e pagamentos de enormes valores em juros sobre dívidas financeiras. Informações preliminares dão conta que o clube gastou cerca de R$ 33 milhões em juros em 2014 e tem uma previsão de outros R$ 37 milhões para 2015. Valor gigantesco apara um ano claramente recessivo. Para 2015 ter resultados um pouco melhores – e essenciais para o clube voltar aos trilhos da boa gestão – é fundamental que o time de futebol faça uma excelente Copa Libertadores, assim como um bom Brasileiro, arrastando o torcedor ao Morumbi e dinheiro para os cofres. Uma eliminação precoce na Copa Libertadores, algo possível, mas não provável, dada a composição do grupo, trará resultados catastróficos para as contas do clube.
 
A Copa Libertadores é o “tudo ou nada” para dois de nossos maiores clubes. Haja coração.
 
Santos inspira muitos cuidados
 
A nova direção santista precisará trabalhar muito para apagar os péssimos resultados financeiros de 2014.  Apesar de alguns cortes em despesas, a geração de receitas parece longe do ideal e, nesse sentido, na visão já expressa desse OCE, jogar muitas vezes na pequena Vila Belmiro, inclusive clássicos, em nada ajudará o clube. Na atual conjuntura, jogar um clássico contra o São Paulo, para menos de 9.000 pessoas e renda bruta de 270 mil reais, é brincadeira. Não pode ser levada a sério, sabendo-se que o Pacaembu está disponível. A renda líquida desse jogo mal e mal deve ter dado para pagar o salário de dois, talvez três jogadores recém-saídos da base.
 
Vergonha: até o momento em que finalizo esse post, a Federação Paulista de Futebol não liberou os boletins financeiros dos jogos do Campeonato Paulista.
 
A incrível e curiosa situação do Palmeiras
Um amigo perguntou-me há alguns dias como explicar o fantástico crescimento do programa de sócios-torcedores do Palmeiras. Afinal, o time foi mal no Brasileiro, escapando por pouco do rebaixamento e, bem sabemos, os programas de ST são movidos a resultados, até mesmo os programas dos líderes Internacional e Grêmio (esse suplantado agora pelo Palmeiras). Os números de inscrições não diminuem, os clubes não deletam nomes, mas os pagamentos, ah, os pagamentos... Desaparecem do caixa à medida que as posições nas tabelas vão aumentando, portanto, de forma inversamente proporcional. Respondi ao meu amigo: o impacto da casa nova, o fervor em torcer e contribuir para evitar um rebaixamento no ano do 100º aniversário e a fé, simplesmente. O palmeirense aderiu ao programa de ST. Em poucos meses atropelaram todos à frente, ficando atrás apenas do Internacional. E 19% acima do programa corintiano. Tudo isso também explica o envolvimento financeiro do presidente com o clube. Nada desejável, nem um pouco correto, mas, que diabos, como não dizer que faz parte do futebol? De qualquer forma, por melhor que seja, por mais fantástico que seja 2015, ainda assim será um ano difícil financeiramente. E seus reflexos, somados aos de 2014 e anos anteriores, continuará assombrando o clube por um bom tempo.
 
Grêmio e Internacional – realidades diferentes, dificuldades semelhantes
Caixa baixo. Pagamentos dos estádios. Problemas, em especial no Inter, com as transferências de atletas. Os números preliminares apontam um 2014 de números modestos, fracos até, para os dois clubes. A recuperação em 2015 é complicada e vai depender, para os colorados, de uma boa, uma ótima campanha na Copa Libertadores. No geral, os dois clubes terão dificuldades com seu caixa.
 
Atlético e Cruzeiro em situações diferentes
 
Causou-me espanto, e deixei claro e registrado em posts a respeito, a decisão atleticana de jogar a final da Copa do Brasil no Independência ao invés do Mineirão. A direção do Galo jogou dinheiro no lixo com essa decisão e o final do ano, com o novo presidente tomando posse num cenário complicado, foi boa mostra disso.  Já o Cruzeiro terminou melhor. Com problemas, também, mas bem menos. Estou curioso a respeito dos pagamentos represados dos impostos. Os dois clubes mudaram bastante seus elencos. Nesse sentido, a Raposa precisa armar um novo time, tão ou mais eficiente que o anterior, num prazo muito curto e com uma base menor. O mesmo ocorre com o Atlético, que, a exemplo do rival, perdeu uma grande referência na frente. Para os dois clubes, a exemplo dos outros três brasileiros na competição, uma boa Libertadores poderá fazer a diferença necessária para um bom 2015.
 
Libertadores... Ir bem na Copa Libertadores tem dois significados: boas receitas de bilheteria e... Boas receitas de bilheteria. Primeiro, na própria Copa. Segundo, no Brasileiro, pois o torcedor fica mais estimulado e comparece mais. O dinheiro gerado pela própria competição é bom, claro, mas é pouco comparado ao que os grandes brasileiros arrecadam aqui mesmo. A real diferença fica por conta do estímulo recebido pelo torcedor. Principalmente se um dos cinco times for o campeão.
 
Botafogo, Fluminense e Vasco
Ano difícil à frente. Nesse momento não dá para tirar dessa afirmação genérica nem mesmo o Fluminense, pois os efeitos da saída da Unimed ainda estão por ser conhecidos totalmente.  Disputar a Série B em 2014 sem dúvida afetou negativamente as finanças e 2015 deverá ser um ano de recuperação parcial. Essa possibilidade, porém, esbarra na necessidade, como os  demais, de conter custos. O Botafogo, aparentemente, teve o pior 2014 dos três clubes. A esperança para 2015 é trabalhar com o menor custo possível, iniciando um longo e penoso trabalho de recuperação financeira. Como diria um amigo, “não tá fácil pra ninguém”.
 
Não fácil pra ninguém. Para nenhum clube brasileiro, vitorioso ou não.
Não vai ser fácil pra ninguém, tampouco. Nem mesmo para um eventual campeão da Libertadores e, quem sabe, campeão mundial.
O cenário que temos desenhado é de grandes dificuldades, que não serão resolvidas por uma boa ou ótima ou nem mesmo por uma excepcional temporada.
Todos nossos clubes, sem exceção, precisam de trabalhos de recuperação e saneamento de longo prazo.
Por isso, eu repito: o Flamengo está à frente dos demais. Mesmo com uma dívida ainda gigantesca. Olhando os resultados desses anos, fica claro que ter grande torcida ajuda, mas também fica claro que só isso não resolve.
Tem que ter gestão de ótima qualidade e total seriedade.
E aqui, amigos leitores e torcedores, a gestão específica do futebol, fora de seus aspectos financeiros, é diferente da gestão geral do clube.  Da gestão política, administrativa, econômico-financeira.
Mesmo grandes gestores erram no dia a dia do futebol. É normal, é até saudável, pois preserva a imprevisibilidade do esporte bretão que consagrou o antes obscuro belga Jean-Marc Bosman.
Só não podem se dar ao luxo de errar no trato dos recursos dos clubes.
Porque, ao fim e ao cabo, são as gestões que fazem a diferença no longo prazo.
 
Fonte: Blog Olhar Crônico Esportivo