segunda-feira, 27 de abril de 2015

Monte Alegre consegue sua primeira vitória no campeonato municipal de futebol em Paraná-RN 2015.



Na tarde deste domingo (26), o Monte Alegre FC conseguiu a sua primeira vitória no Campeonato municipal de futebol de 2015, jogando no estádio Prefeito José Gomes da Silva, em Caiçara, venceu a equipe do Liver Pool pelo placar de 3 X 1.

Sem o zagueiro Geovane e o goleiro Isaías a equipe da casa entrou em campo desorganizada, e uma dupla de zaga sem velocidade, até que aos 14 minutos da etapa inicial em cobrança de escanteio Cicero subiu mais que a defesa e de cabeça abriu o placar para o Monte Alegre fazendo 1 x 0, o jogo seguia sem criatividade do ataque e falhas na defesa do Liver Pool e o ataque não funcionava, mas Titi aos 37 minutos, pega a bola, dois metros da linha que divide o campo e manda um chutão e goleiro adiantado e acerta o ângulo superior esquerdo do goleiro Ernane, empatando o jogo em 1 x 1, colocando emoção nos últimos minutos da primeira etapa.

A equipe do Liver Pool volta do intervalo com duas mudanças mas não melhora e continua as investidas da equipe visitante e aos 15 minutos da etapa final Cicero marca o segundo gol na partida com uma bela cobrança de falta da meia direita, colocando o Monte Alegre na frente do placar e segue aos 28 bate rebate em uma falha da zaga Zebinho, fazendo 3 x 1 para o Monte Alegre, a zaga do Liver Pool não se acertava em campo, mas a equipe visitante não soube aproveitar para ampliar a vantagem, final de jogo Liver Pool 1 x 3 Monte Alegre F C.

Associação A. de Caiçara é o líder com nove pontos, em três jogos;

E. C. Carnaubinha é o segundo com seis pontos em dois jogos;

O Monte Alegre é o terceiro com quatro pontos em três jogos;

Liver Pool é o quarto com três pontos, em três jogos; 

O Paraná F C é quinto com apenas um ponto em res jogos e

O Jardinense e o Caiçara não pontuaram em apenas um jogo, ficando o time de Zé Banana, campeã do ano passado e do torneio início deste ano como lanterna da competição.
 




Rafael(Carnaubinha), Régio(Associação), Titi(Liver Pool) e Cícero(Monte Alegre) são os artilheiros ca competição, com dois gols cada.

Nosso Paraná

domingo, 26 de abril de 2015

Resultados desse domingo, 26 de abril




Grupo B
São Bernardo1x2SantosLuís Gomes
Grupo C
Barriguda1x2JericóAlexandria


Grupo D
Francisco Dantas3x2ABCFrancisco Dantas
Grupo E
Diniz FC3x0ADAVSousa
Grupo G
Beira Rio0x127 de DezembroMarcelino Vieira
Grupo H
São Miguel2x0Santo AntonioSão Miguel
 
 
Blog: Copa Primo Fernandes
 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

I Grande Torneio de Futebol Mini Campo no Sitio Catolezinho:



Nesse dia 17 - 05 - 2015 Portanto um Domingo,  Acontecerá o I Torneio de Futebol Mini Campo no Sitio Catolezinho Município de Riacho de Santana - RN,

O Evento terá seu inicio a partir das 9 Hrs da manhã no Mini Campo ao Lado da Capela de São José na Acolhedora Comunidade de Catolezinho,

A Premiação do Evento o 1º Lugar ou seja o Campeão Receberá a Quantia de 120 R$, Já o Vice Campeão Receberá 70 R$,

As Inscrições Podem ser feitas através do Fone: (84) 9662 - 2099 com o Grande Thieferson Fontes ou meia Hora antes do inicio do evento, no valor de 50 R$,

Desde Já Thieferson Fontes agradece a todos que de fato irão prestigiar o evento direto e indiretamente, promovendo e desenvolvendo assim o Esporte Amador.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Atleta Kairo é Destaque no Futebol de 7 Gaucho:

O Atleta de Futebol de 7  Kairo, Natural da Cidade de Major Sales, Foi  Convocado nessa quinta feira 23 - 04 - 2015  para Integrar Imediatamente  a Seleção Gaúcha de Futebol de 7,

Kairo atualmente defende as cores da forte e organizada equipe da Associação Desportista Mariana Pimentel, atuando na posição de ala esquerdo que de fato desenvolve uma excelente regularidade dentro de campo chegando assim a ser promovido a Seleção Gaúcha de Fut 7,




Em uma discreta conversa com nossa redação o Pai do Atleta  e Grande Cronista Esportivo Buga da Silva foi por demais enfático em afirma a satisfação de Kairo em defender a Terra dos Panpas nessa Tradicional e Admirada Modalidade Esportiva, Para Disputa no Mês de Junho em Curitiba - PR, O Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais  da CBF7,

Foi com Grande Satisfação que recebemos a Convocação do Kairo, Sabemos e somos testemunha do seu esforço dia a dia, da sua Humildade e Dedicação que sem dívidas foram pontos cruciais para essa conquista, que DEUS em sua Plenitude Possa Promover mais Vitorias como essas na Vida Esportiva dele, pois mais do que ninguém sei o quanto és merecedor dessa gloria frisou Buga da Silva.


 

Oitavas de final da Libertadores definidas: brasileiros no caminho de Atlético e Cruzeiro

Cruzeiro enfrentará o São Paulo, enquanto Atlético pegará o Internacional


Atlético e Cruzeiro já sabem os adversários que irão enfrentar nas oitavas de final da Copa Libertadores da América. O Galo pegará o Inter, enquanto a Raposa enfrentará o São Paulo. A Conmebol ainda não definiu as datas das partidas, mas já informou que as próximas três semanas estão reservadas para as oitavas de final.

Como se classificou em primeiro lugar do grupo, o Cruzeiro fará o segundo jogo do confronto no Mineirão. Já o Atlético jogará a primeira partida em Belo Horizonte e definirá seu futuro em Porto Alegre. Caso se classifique, o Galo enfrentará o vencedor do duelo entre Santa Fe e Estudiantes. Já o clube celeste terá pela frente o ganhador do confronto entre Boca Juniors e River Plate.

Atlético e Cruzeiro podem se enfrentar em uma possível semifinal ou mesmo na decisão. Isso porque caso dois clubes do mesmo país cheguem à semifinal, eles são obrigados a se enfrentar nesta fase. Somente será possível uma final mineira caso três equipes brasileiras estejam na semi.

Desta forma, se Cruzeiro e Corinthians se enfrentarem em uma semifinal e o Atlético fizer a outra, poderá haver um clássico mineiro na final da Libertadores.

Confira o chaveamento completo:
  
Fonte: Superesporte        

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Revolta! Presidente do Sousa taxa torcedores de marginais, dá nota zero à policiais e diz: “Não piso nunca mais no Perpetão”.

Segundo Aldeone Abrantes, foram arremessadas pedras contra a comissão técnica do Sousa Esporte Clube. Confira o vídeo aqui!




O presidente do Sousa Esporte Clube, Aldeone Abrantes, prestou entrevista à reportagem do Portal e TV Online Diário do Sertão e falou sobre a confusão durante a partida entre Sousa e Atlético de Cajazeiras no domingo (19) onde o time cajazeirense venceu o adversário pelo placar de 1 a 0.

No fim do jogo, os jogadores se envolveram em uma confusão. Os reservas dos dois times e também membros das comissões técnicas também entraram no tumulto. O árbitro da partida expulsou o jogador Jackson do Sousa, e do Atlético que tomou cartão vermelho foi Carlos Eduardo.

Segundo Aldeone Abrantes, durante a confusão foram arremessadas pedras contra a comissão técnica do Sousa Esporte Clube.

“Um bando de marginal vestido de torcedores, apedrejaram nosso ônibus. O que me deixa chocado é saber que a Polícia Militar, não deu nenhuma segurança para a comissão técnica do Sousa Esporte Clube. Uma coisa eu garanto, enquanto eu viver, nunca mais pisarei no estádio Perpetão”, disse Aldeone.

Tem que vencer
O próximo jogo do Sousa Esporte Clube é na quarta-feira (22) contra o líder da competição Botafogo que garantiu a classificação antecipada após vencer o Auto Esporte pelo placar de 4 a 2 durante jogo realizado no domingo (19).

Assista o momento da confusão no estádio Perpetão



DIÁRIO DO SERTÃO
 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Dupla Fla-Flu já encaminhou projeto de Liga à CBF e à Globo

Segundo o jornalista Mauro César, da ESPN Brasil, a dupla Fla-Flu já encaminhou o projeto de Liga à CBF e à TV Globo. O próximo passo será a apresentação para os demais clubes. Confira abaixo, a matéria publicada na ESPN Brasil:




“O Flamengo encontrou o formato para a criação da Liga dos Clubes de Futebol, que daria aos participantes a chance de disputar uma competição alternativa e provavelmente mais rentável no período dos Estaduais. O presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, deverá levar o projeto ao seu colega e aliado do Fluminense, Peter Siemsen. É possível, inclusive, que os dois presidentes façam, juntos, uma apresentação pública adiante.
Primeiro foi montado um grupo de trabalho no Flamengo, que subsidiou Bandeira com informações sobre a decadência do futebol do Rio, tanto do ponto de vista esportivo/financeiro quanto na formação de atletas. Em seguida, produziram uma proposta de criação de Liga, um estatuto ideal, também voltado à governança da mesma. Essas duas etapas já foram concluídas e encaminhadas ao presidente flamenguista para apresentá-las ao Fluminense.
Se o parceiro dos rubro-negro no duelo com a Federação do Rio de Janeiro (FFERJ) concordar com o que foi elaborado pela equipe da Gávea, os dois clubes chamarão outros interessados para uma apresentação detalhada. Além da dupla Fla-Flu, o trio curitibano Atlético, Coritiba e Paraná já demonstrou interesse em participar da nova competição que se esboça. Em guerra com a Federação de Minas Gerais, o atual bicampeão brasileiro, Cruzeiro, engrossaria o movimento.
Uma conversa entre Bandeira e Siemsen, estava prevista para esta quinta-feira, inclusive. E não apenas sobre tal assunto. A suspensão do artilheiro Fred pelo tribunal da FFERJ após críticas à entidade também entra na pauta, já que o Fluminense apoiou o Flamengo após a punição ao técnico Vanderlei Luxemburgo, com manifestação conjunta antes do recente Fla-Flu no Maracanã.
O avanço da idéia de uma Liga acontece, curiosamente, no dia da posse de Marco Polo Del Nero na presidência da CBF. E o novo presidente da Confederação talvez não seja um grande adversário da novidade, como se pode imaginar. Ele deverá priorizar as seleções brasileiras em seu mandato. Os clubes esperam dele receber sinal verde. O cartola já ouviu Fla e Flu sobre a Liga, idéia que também apresentaram à TV Globo.
Mas as federações irão se opor. E pedirão o apoio cebeefiano, naturalmente. Del Nero está ciente do crescimento desta ação e o documento agora elaborado funcionaria como uma carta de exigências à Federação do Rio. Obviamente a FFERJ irá contra a competição independente, cabendo à CBF deliberar sobre sua aprovação, ou não. Paralelamente, Michel Assef Filho, advogado do Flamengo, prepara outro passo: a viabilidade jurídica (e não política) da Liga.
Para a dupla carioca o momento é ainda mais oportuno para se livrar do certame promovido pela Federação do Rio. Motivo: nos oito primeiro meses de 2016, Maracanã e Engenhão fecharão para obras voltadas aos Jogos Olímpicos. Forçados a buscar outras praças, Flamengo e Fluminense poderão deixar o Estadual e fazer amistosos no período, caso a nova competição só possa se tornar real em 2017.
Nas conversas da dupla Fla-Flu com CBF e Globo, a rede de TV alertou que saindo do campeonato os clubes abririam mão da quota de televisão (cerca de R$ 7 milhões) referente ao carioca do ano que vem. Siemsen, inclusive, disse no programa Bola da Vez, da ESPN, que os aliados estão dispostos a isso: “Há vezes que temos que dar um passo para trás para darmos dois para frente”.
Por jogo do “Super Series”, realizado em Manaus na abertura da temporada, o Flamengo arrecadou o dobro da média do Campeonato Carioca por partida. No torneio, disputado em janeiro, os rubro-negros enfrentaram Vasco e São Paulo. O sucesso da rápida competição os faz crer na possibilidade de êxito em mais experiências do gênero percorrendo outras cidades do país e do exterior. Na mesma época, o Flumiense jogou nos Estados Unidos, onde também esteve o Corinthians.
Além disso, principalmente no caso específico do Flamengo, cuja torcida se espalha pelo Brasil e é enorme no Norte/Nordeste, tais jogos poderiam alavancar os programas sócio-torcedor nessas regiões. Sem grandes atrativos, especialmente para quem não vive no Rio de Janeiro, o projeto rubro-negro não consegue superar a casa dos 60 mil, número pífio ante sua quantidade de fãs.
A entrada, até aqui improvável, de um grande clube paulista turbinaria a idéia. Dirigentes já conversaram sobre o tema. O Corinthians não se manifestou publicamente. Mas o ex-presidente e atual superintendente Andres Sanchez não foi à posse da CBF, que ele deixou quando a dupla José Maria Marin/Marco Polo Del Nero, seus desafetos, assumiu a Confederação. Num cenário desses não se pode descartar o clube alvinegro.
Já o São Paulo parece distante, como ficou claro na entrevista dada pelo presidente tricolor na quarta-feira, em Montevidéu. Um dos líderes do Clube dos Treze em 1987 e então grande defensor da criação de uma Liga, Carlos Miguel Aidar disse não existir, hoje, espaço para uma. Fica claro que deixar o Campeonato Paulista não passa por sua cabeça. É, quem te viu, quem te vê…”


Fonte: ESPN

domingo, 19 de abril de 2015

Resultados de domingo, 19 de abril



Confira agora os resultados deste domingo pela primeira rodada:

Grupo A
Amigos1x0Joca ClaudinoPoço Dantas

Grupo C
Jericó4x1Brejo dos Santos Jericó

Grupo D
ABC1x1AméricaMartins
Grupo E
ADAV1x1Lastro Vieirópolis
Grupo F
15:45TAMEC1x0A. de CaiçaraTenete Ananias
Grupo G
27 de Dezembro1x1Riacho de Santana Água Nova
Grupo H
Santo Antonio0x3São Judas TadeuPau dos Ferros
 
 
Blog: Copa Primo Fernandes

Botafogo x Vasco é a final dos sonhos da FERJ, mas prejudicada dupla Fla-Flu ajudou falando muito e jogando quase nada


Wallace reclama após pênalti polêmico marcado por Rodrigo Nunes de Sá
Wallace reclama após pênalti inexistente marcado por Rodrigo Nunes de Sá que decidiu a semifinal.
 
No penúltimo parágrafo do post sobre os erros de arbitragem que prejudicaram o Vasco contra o Flamengo nos últimos anos, este que escreve registrou: "A não expulsão de Jonas é um equívoco que pode não ter o peso dos demais. Mas também corre o risco de separar o Vasco de mais uma disputa de título. Se "o respeito voltou", cabe questionar a comissão de arbitragem da FERJ (COAF). Mas buscando soluções, sem pressão para tentar um favorecimento no próximo domingo."
Agora, humildemente admite a ingenuidade. Não é possível esperar algo diferente de quem age da mesma forma há mais de três décadas. Eurico Miranda pressionou com uma nota oficial durante a semana que não cobrava um trabalho correto da arbitragem, só dizia que o Vasco não seria prejudicado.
Acabou beneficiado no clássico decisivo. A falta de Christiano sobre Anderson Pico no primeiro tempo foi pior que a de Jonas sobre Gilberto na primeira partida da semifinal. O lateral esquerdo cruzmaltino chuta a bola e, ao ver a aproximação do adversário, deixa o pé no alto nitidamente na maldade. Pior: pelas costas, covardemente. Lance para vermelho direto.
Jogo novamente fraquíssimo técnica e taticamente, muito pela "ajuda" do árbitro Rodrigo Nunes de Sá. Qualquer choque era falta. 51 no total. Disputa picotada, mas com receio de apresentar muitos cartões que "pendurariam" a arbitragem.
Na segunda etapa, o erro crucial e decisivo: Wallace não faz falta em Serginho, o choque foi absolutamente natural dentro da área rubro-negro. Mas o apitador viu pênalti que Gilberto converteu e resolveu a semifinal.
Há, porém, um outro lado na vitória vascaína: a pífia apresentação coletiva do Flamengo. Vanderlei Luxemburgo teve uma semana para preparar a equipe e o que se viu foi mais do mesmo: time postado para os contragolpes resumidos a chutões, e não passes longos, para Cirino. Jonas afobado, Márcio Araújo pluripatético, errando passes de dois metros, como no lance que originou o contra-ataque do pênalti.
Sim, faltou Canteros, o articulador rubro-negro. Mas passar noventa minutos sem uma jogada preparada, vivendo apenas de alguns lampejos de Everton e depois bolas levantadas no final foi muito pouco para o time superior no papel, de melhor campanha e com a tranqüilidade da vantagem do empate.
O Vasco teve iniciativa para atacar no início, forçando pela direita com Madson e Julio dos Santos e abusando das jogadas aéreas. Também inteligência e solidez defensiva para resistir à pressão descoordenada do rival. Quando a última linha da retaguarda foi superada, Martin Silva apareceu para salvar. Ofensivamente o time deixa a desejar. Não fosse o pênalti e talvez, mesmo superior, não conseguisse acabar com a invencibilidade de 11 jogos contra o arquirrival.


Renan comemora a classificação do Botafogo para a final
Renan comemora a classificação do Botafogo para a final do Estadual após vitória nos pênaltis sobre o Flu.
No sábado, o Botafogo também teve seus méritos. René Simões deu consistência ao meio-campo escalando Fernandes no meio ao lado de Willian Arão e trocando Jobson por Pimpão na frente. No segundo tempo, time extenuado além do razoável. Difícil entender o planejamento da preparação física, já que René trocou peças para oxigenar o time, que nem viajou para enfrentar o Botafogo da Paraíba e se arrastou nos últimos minutos - a ponto de Bill bater o seu pênalti na decisão mancando por câimbras.
No entanto, o Fluminense vacilou na péssima formação inicial com Vinicius como "falso nove". O time acostumado com uma referência na frente perdeu todo o sincronismo do ataque sem Fred e levou um passeio até Bill marcar o segundo em belo passe de Gilberto. Com a correção de Drubscky centralizando Kenedy, disputa equilibrada. Mas faltou "punch", contundência para matar o confronto nos últimos vinte minutos da segunda etapa com o Botafogo se arrastando. Nos pênaltis, os garotos sentiram a responsabilidade e Cavalieri simplesmente não sabe cobrar. Renan acertou e definiu.
Porém não há como deixar de citar a suspensão de Fred sem direito a recurso, enquanto os jogadores de Flamengo e Vasco expulsos ainda no jogo da primeira fase sequer foram julgados. Mais a mudança repentina no mando de campo do Botafogo para o Engenhão e o impedimento de Fernandes no primeiro gol criam um cenário em que é difícil falar do que aconteceu apenas no campo.
Culpa da FERJ, que devia se posicionar como mediadora, mas escolhe lado e define aliados e adversários, o que na prática avaliza qualquer suspeita, de qualquer lado. O presidente Rubens Lopes deve estar sorrindo com os clubes que apóiam a arcaica estrutura federativa na decisão do Estadual. Final dos sonhos.
A dupla Fla-Flu tem todos os motivos para se sentir parte lesada nessa briga política, protestar e consolidar o rompimento com a Federação. Mas, pensando no futuro com Brasileiro e Copa do Brasil, é preciso reconhecer que falaram muito e jogaram pouco, quase nada quando foi preciso.

Blog André Rocha


 

Romario Fala Tudo


Aos 49 anos, e há menos de uma década distante dos gramados, Romário sofre de uma síndrome típica de boleiros aposentados. Tal qual o desafeto Pelé, ele também costuma se referir a si mesmo na terceira pessoa e, por vezes, fala como se ainda fosse jogador. “Só me aturam pelo que eu faço dentro de campo.”
Em sua mansão em Brasília, que não abriga artigos ou quadros alusivos ao futebol, mas ostenta a inseparável Ferrari vermelha na garagem e uma vista panorâmica para o Lago Paranoá e o prédio do Congresso Nacional, o ex-craque topou vestir de novo o uniforme que o consagrou na Copa de 94. A imagem de Romário com a velha 11 é impactante, embora ele não deixe transparecer nenhuma comoção ao reencontrar a amarelinha. Sua biografia como atleta sofreu uma reviravolta em 2010, quando foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.
No ano passado, amealhou 4,6 milhões de votos e galgou um degrau para senador. Terminada a sessão de fotos, o Baixinho abandona seu mais célebre figurino, volta a pendurar as chuteiras pretas e dá lugar ao político. De terno e gravata, ele se despede rapidamente e corre para o Senado, onde tomou posse em fevereiro e abocanhou a Comissão de Educação, Cultura e Esporte.
E, assim como na bola, mais do que nunca, promete fazer a chapa esquentar caso tentem amordaçar seu ímpeto ou impedi-lo de anotar gols na política. Romário é treta.
PLACAR: Você se lembra do dia em que prometeu fazer 1.000 gols à placar, em março de 1988?
R: Por incrível que pareça, eu me lembro desse dia e dessa entrevista para a PLACAR. Foi a primeira vez que eu disse que faria 1.000 gols. Sabe quando o repórter faz assim [arregala os olhos, boquiaberto]? Eu não tinha nem 200. Nunca fui de guardar essas coisas. Mas minha mãe tem essa matéria em casa até hoje.
Desde jovem, Romário dizia que marcaria mil gols na carreira
Desde jovem, Romário dizia que marcaria mil gols na carreira | Crédito: Revista Placar
Chegou a pensar que não conseguiria?
Antes de fazer o gol 900 com a camisa do Fluminense, eu estava com uns 38 anos. Já tinha perdido várias valências, principalmente a velocidade, que era o meu forte até os 30. O futebol passou a ser mais físico. Quando eu comecei a jogar, o nível técnico da minha geração era 9. A que veio antes atingiu o 10. Quando eu estava parando de jogar, foi pra 5. E hoje é zero, é só físico. Cheguei a pensar: “Pô, será que eu vou conseguir?” Mas sabe o que mais me estimulou a fazer os 1.000? É que muita gente achava que eu não tinha esse tanto de gol. Aí falei: “Ah é? Estão de sacanagem? Vou foder com eles”.
A própria PLACAR questionou seu cálculo [desconsiderando amistosos e jogos festivos, a revista leva em conta apenas 925 dos 1.002 gols de Romário]...
Questionou porque não procurou direito. Eu nunca contei meus gols. Só fiquei sabendo que tinha 900 pela imprensa. Não posso falar por ninguém, mas todos os meus gols têm algum tipo de prova. Estão catalogados, seja através de foto, imagem, súmula ou até depoimentos de pessoas que conviveram comigo. Não só gente do meu lado, adversários também. É meio ruim para um goleiro admitir: “Verdade, ele fez cinco gols em mim”. Lamentavelmente, algumas pessoas entendem que não. Mas quando se trata de Romário… Vou te dar um exemplo muito simples. No Brasileiro de 2005, eu tinha quase 40 anos e fui artilheiro. Até ali, diziam que era o campeonato mais difícil do mundo. Depois, virou o mais fácil. Com o Romário sempre aconteceu isso. Só é difícil para os outros. Se é o Romário, deixa de ser.
Em 2007, Romário chegou a seu milésimo gol
Em 2007, Romário chegou a seu milésimo gol | Crédito: Fotonauta
Não fosse a meta dos 1 000 gols, você teria parado antes?
Teria.
Ficou de saco cheio do futebol?
Saco cheio do futebol eu estou desde os 30. Para mim, o futebol é… Quer dizer, era, né? Da hora em que o árbitro apitava o começo até o fim do jogo. Infelizmente, tinha que treinar, viajar, jogar lá na casa do caralho, ficar três dias fora do Rio de Janeiro, da praia, da noite, das mulheres, de tudo. Pô, isso era complicadíssimo. Muitos falavam que eu não gostava de treinar. Verdade, eu odiava. Mas pra jogar até 39 anos em alto rendimento eu tinha que ter treinado, certo?
Então, quando fez o milésimo, você tirou um peso das costas?
Ainda fiz mais dois gols contra o Grêmio. Um belo dia eu acordei, era até o lançamento do meu DVD, e um repórter perguntou: “E daqui pra frente?” Me deu um estalo e eu respondi: “Parei”. Foi assim. Nem eu tinha me avisado. Fiquei até surpreso com minha decisão [risos]. Eu estava no limite. Quando o jogo exigia muito da minha parte física, eu sentia que já era o bastante. Mas, como os técnicos não tinham coragem de me tirar, senão eu mandava pra casa do caralho, percebi que estava atrapalhando.
Daí vem sua bronca com o Pelé?
Minha crítica não é ao Pelé, o ex-jogador de futebol, mas sim ao Edson Arantes do Nascimento. Até tem a minha frase famosa, de que o Pelé calado é um poeta. Ele já fez muitos comentários infelizes. Já encontrei com ele, a gente sempre se falou, mas é eu pra cá e ele pra lá. Tudo começou quando ele disse que tava na hora de eu parar. Porra, por mais que o cara pense isso, ele não tem esse direito. Em 94, ele falou que a Colômbia seria campeã do mundo. E só falou porque estava na Colômbia. Ele vai no Peru e diz que eles vão ser campeões. Pelé é desse jeito. E já, já vão bater alguns feitos dele. O Neymar, pelos números e a idade, vai fazer mais gols que o Pelé. Mas ainda bem que agora ele tá falando pouco, tá tranquilo. É bom pra todo mundo.
Romário gostou desse reconhecimento da PLACAR
  Romário gostou desse reconhecimento da PLACAR | Crédito: Revista Placar
Dinamite também é um desafeto?
O negócio dele comigo é coisa de futebol.
Tem a ver com o fato de você ter tomado a artilharia dele em seu começo no Vasco?
Sem dúvida. Ele via que eu estava marcando gols e não podia fazer nada. Ficou enciumado. Depois, me viu fazer o gol 1.000 em São Januário e tentou derrubar minha estátua. Fiquei seis anos sem receber do Vasco porque ele não quis me pagar. Roberto é o maior jogador da história do Vasco, mas, como presidente, foi um escroto. É difícil achar um vascaíno que ainda o considere ídolo. O que ele fez como jogador se apagou como dirigente.
Aos 22 anos, Romário foi artilheiro do Carioca de 1988
Aos 22 anos, Romário foi artilheiro do Carioca de 1988 | Crédito: Ari Gomes
E o Eurico Miranda?
Eurico é o melhor dirigente que eu tive. Minha mãe é apaixonada por ele, vai sempre ao meu aniversário. Foi ele quem me levou a fichinha do PP [primeiro partido de Romário] e me abonou. Eu nem pensava em participar da política naquela época. Achava que política era lugar de ladrão e sacanagem. E eu acertei [gargalha].
Mas, ao contrário de você, o Eurico é contra o bom Senso e a lei de responsabilidade fiscal...
É opinião. Ele nunca vai me fazer mudar de opinião, assim como eu tenho certeza de que não vou conseguir mudar a dele. Mas é meu amigo e eu gosto dele. Ponto. A concepção do Eurico sobre mudanças no futebol brasileiro é diferente da minha. Até porque ele é dirigente. Quanto mais benefícios o clube tiver, sem nenhum tipo de contrapartida, melhor pra ele. No Congresso, não existe bancada da bola. O que existe é a bancada CBF. Eles não querem saber de melhorar o futebol. Eles querem ajudar a CBF a não se responsabilizar e a não responder ao governo.
No Senado, sua personalidade intempestiva continua a mesma?
Meu temperamento não mudou. Mas, nos últimos anos, já não me estresso com algumas coisas que me estressavam antes.
Não perde a paciência com as nuances da política?
Perco. Aqui em Brasília, então, eu perco a paciência pra caralho. Por exemplo, estamos em um processo agora para eu pegar a presidência do partido [PSB]. A direção foi destituída e o partido está acéfalo, parado. Já era pra eu ter sido nomeado presidente e os caras ficam enrolando. Porra! Aí eu tenho que me estressar. Ou dá ou não dá. Não enrola!
Já teve vontade de sair no braço com algum colega no plenário?
Pff... Não acredita muito nisso, não. Aquilo é tudo combinado, teatrinho pra aparecer na televisão. A maioria, 90%, é mentira. Depois os caras saem dali, vão jantar juntos, tomar um café e essas merdas. No futebol, eu saía na porrada dentro e fora do campo. Mas você nunca vai me ver passar por esse momento no Senado.
Suas brigas no futebol eram fruto de provocação ou do seu gênio?
Todos os adversários me provocavam. Mas eu tenho só uns cinco casos de porrada no meu histórico. Contra o Chile, uma vez com o Renato Gaúcho na época do Flamengo, Andrei, Cafezinho e um cara da Argentina. Só me arrependo pelo Andrei. Nos outros, eu faria igualzinho. O Cafezinho, então, eu nem conto. Como diria um amigo, aquilo ali foi assalto sem arma. Fiquei até com pena dele. Eu sou baixo, mas ele é anão [risos]. Eu bati num anão, poderia ter sido preso. Mas já passou. Ele tem consciência de que começou. Fiz o gol, fui comemorar e ele entrou bem no meio pra fazer graça. Porra, aquele tampinha na minha frente, eu dei logo a primeira.
Romário lamenta a briga que teve com Andrei, no Morumbi
Romário lamenta a briga que teve com Andrei, no Morumbi | Crédito: Eduardo Monteiro
Fez amigos na bola?
Amigo, amigo eu não levei do futebol. Mas tenho boa relação com o Mauricinho, Beto, Geovani, Paulo Roberto. Da seleção, tem o Ricardo Rocha, Dunga, Jorginho. Esses caras eu convidaria pra minha casa.
Romário revelou que brigava muito com Luxemburgo
Romário revelou que brigava muito com Luxemburgo | Crédito: Eduardo Monteiro
E o Bebeto?
Minha relação com o Bebeto não é esse mesmo tipo de amizade. Tivemos problema de ideologia na época da Copa 2014 e a forma de ele fazer política é diferente da minha. Fora de campo não éramos, não somos nem nunca fomos próximos. Mas tenho carinho pelo Bebeto. É um cara que está no caderninho dos que entrariam na minha casa.
O Ronaldo, não?
Não entra nessa lista. Não sou amigo, mas estou longe de ser inimigo dele. Só que andou falando umas merdas por aí. Em junho de 2013, eu fui a favor das manifestações pacífcas. E ele disse que eu estava igual surfista, querendo pegar onda. Desde que eu cheguei a Brasília, sempre critiquei a Copa. O que o Ronaldo disse era falso. Aí ele teve que ouvir umas verdades.
Romário lamentou que Ronaldo não o tenha ajudado na convocação de 1998
Romário lamentou que Ronaldo não o tenha ajudado na convocação de 1998 | Crédito: Revista Placar
Acha que o apoio dele ao Mundial foi por conveniência?
Ué, a gente vê pelas atitudes. O cara era Dilma antes da Copa. A Copa acabou, passou a ser Aécio. Ele foi a favor da Copa do Mundo. Depois, meteu o pau. Quem é que tá errado? Sou eu? Cara, ele é um grande ídolo, está na história. Agora, politicamente, o Ronaldo é zero. Não digo um “merda”, porque isso ele não é. Mas o Ronaldo é um copo d’água em cima da mesa. Sabe como é? Se beber, bebeu. Se não beber, fica aí. Ele não tem expressão. Nessa coisa do apoio ao Aécio, ele quis aparecer um pouco mais. Só que o Ronaldo nunca apitou porra nenhuma na política. Já ouvi comentários de que ele tem interesse em se candidatar. Aí, quando virar político, ele vai deixar de ser um copo d’água e, assim, poderei retirar o que eu disse.
Em campo, vocês se davam bem?
Depois do Bebeto, o Ronaldo foi meu maior parceiro de ataque. Mas, se eu tivesse a mínima chance possível de marcar, eu não passava nem pra minha mãe. Quem tem que fazer gol sou eu. Esse era um egoísmo positivo. Se eu tivesse 1% de chance e o fulano tivesse 99%, eu tentava sozinho porque sabia que tinha mais condição do que ele. Podia ser qualquer um. Ronaldo, Edmundo… Ninguém fazia gol igual a mim. Todos eles aprenderam comigo.
Na campanha do tetra, em 94, você estava acima dos outros?
Realmente, eu era o melhor, disparado. Mas o time era bom. Tinha o Bebeto, que também foi craque. Mas eu era acima da média.
Em 1994, Romário ganhou o Tetra com o Brasil
Em 1994, Romário ganhou o Tetra com o Brasil | Crédito: Alexandre Battibugli
Você sentia que teria de levar o time nas costas?
Eu não. Os outros jogadores sentiam que eu era o mais importante. Eles sabiam que “tá ruim? Joga lá”. Agora, assim: “Ah, o Romário ganhou sozinho”. Eu tive um percentual grande naquela conquista. Mas longe de ter sido sozinho. Se não tivesse aquele grupo, se tivesse alguém diferente, talvez a gente não ganhasse. Esse time era foda! Mas eu fui o único dos 23 jogadores que, desde quando saímos do Brasil, bancou que a gente ia ganhar a Copa, que eu seria artilheiro e que, se não ganhasse, a culpa era minha. Uma responsabilidade do caralho.
Romário gosta dessa imagem, mas diz que gerou uma grande multa para a Varig
Romário gosta dessa imagem, mas diz que gerou uma grande multa para a Varig | Crédito: Alexandre Battibugli
Aquele jogo contra o Uruguai, pelas Eliminatórias, elevou sua confiança?
Eu sabia que iria arrebentar. Na época, eu fazia gol até dormindo. Antes desse jogo, eu tinha feito três pelo Barcelona. Por mais que aquela comissão técnica não mereça nenhum tipo de elogio, eu até agradeço a eles. Me chamaram na primeira convocação e me deram a camisa de reserva. Botaram o Careca com o Müller. Diziam que eles tinham entrosamento. Foda-se o entrosamento. Eu tinha que jogar. Falei isso pra imprensa, eles foram ao meu quarto e eu repeti na cara deles. Disse que eu tinha ficado puto e que aquilo não era certo. Aí ficaram uma porrada de tempo sem me chamar. Contra o Uruguai, foram forçados a me levar e se foderam. Acharam que seria uma furada, que eu ia me foder, e quem se fodeu foram eles. Parreira, Zagallo e Américo Faria abriram as portas do mundo para mim.
Nas Eliminatórias, em 1993, contra o Uruguai, Romário elege como o maior jogo de sua vida
Nas Eliminatórias, em 1993, contra o Uruguai, Romário elege como o maior jogo de sua vida | Crédito: Alexandre Battibugli
E eles foram os responsáveis pelo seu corte em 98?
Foi o babaca do Zagallo. Junto com o Américo Faria, outro babaca. E o Ricardo Teixeira, o mais babaca de todos. Três dias antes do corte, ele passou no meu quarto. “Romário, tá tudo certo, tudo tranquilo.” Um dia antes, Zagallo e Américo também passaram. “Tá beleza, a gente entende, vamos confiar em você.” Eu tinha falado pra eles que eu iria melhorar. Ou para o último jogo da primeira fase ou para as oitavas. Foi o que aconteceu. Quando o Brasil jogou contra a Dinamarca, nas quartas de final, um dia antes eu já tinha jogado um Flamengo x Internacional em Porto Alegre. Eles não confiaram na minha palavra. Como homem, como pessoa, tenho zero respeito pelo Zagallo. Nunca teve atitude de homem comigo. Um frouxo.
Romário conversa com Zagallo antes do corte de 1998
Romário conversa com Zagallo antes do corte de 1998 | Crédito: Alexandre Battibugli
Você ficou bravo com o Zico, que também fazia parte da delegação?
Eu fiquei puto com o Zico. Durante muitos anos, eu tive certeza de que o Zico era o culpado pelo meu corte da seleção. Mas, algum tempo atrás, ele disse que não teve culpa nenhuma, que era decisão da comissão técnica. Acreditei nele e hoje tenho certeza de que não foi o Zico.
Romário chora após o corte em 1998
Romário chora após o corte em 1998 | Crédito: Pisco del Gaiso
O Ricardo Teixeira te avalizou?
Ele já tinha dado aval na Copa de 98 e deu de novo, em 2002. O Ricardo Teixeira é um filha [sic] da puta! Mentiroso, isso é o que ele é. Na de 2002, jurou pela mãe dele que eu iria pra Copa. Me convidou pra almoçar através do Rodrigo Paiva, que era o assessor de imprensa da CBF, e prometeu na minha cara. E não aconteceu. Eu poderia ter ajudado muito o Felipão. Sei que ele também tem consciência disso. Falam da história de que eu fui cortado porque transei com uma aeromoça. Me fodi duas vezes. Não comi ninguém e não fui pra Copa do Mundo.
Guardou mágoa do Felipão por não ter te convocado?
Encontrei com o Felipão umas duas vezes e não tenho raiva dele. Quando o Mano Menezes saiu da seleção, eu também fui a favor do Felipão. Mas teriam que levar um cara mais moderno para ajudá-lo. Acabaram levando o Parreira. E aí o resultado foi desastroso. Se foderam. Mais do que merecido. A derrota na Copa foi resultado do que aconteceu fora. Da roubalheira, do enriquecimento ilícito de muita gente. O balanço foi mais do que negativo. A Copa do Brasil não foi para o povo. Duvido que alguém das classes C, D e E viu um jogo
Alguns de seus eleitores fazem campanha por “Romário presidente”. Para o futuro, é mais fácil te imaginar na presidência da CBF ou da República?
Qualquer político que seja honesto e transparente tem hoje toda condição de ser presidente da República. É uma cambada de filha da puta, tudo ladrão, corrupto. Mas não tenho essa pretensão. Da CBF, já passou pela minha cabeça. Pode até ser, bem mais pra frente. Hoje, não.
Hoje, Romário é senador da república
Hoje, Romário é senador da república | Crédito: Jonas Oliveira
Como avalia sua atuação na política até aqui?
Eu fiquei surpreso com minha atuação. Quando eu decidi entrar nessa, fiz quase oito meses de aula, três vezes por semana, de ciência política. Aprendi várias coisas, eu tive uma base. Daqueles primeiros 450.000 votos que eu recebi para deputado federal, 80% tinham relação com o que eu fiz no futebol. Agora, os mais de 4 milhões de votos para senador eu inverto: 80% pelo que eu fiz no Congresso e 20% para o ídolo.
Romário já dava sinais de que seria político em comemorações
Romário já dava sinais de que seria político em comemorações | Crédito: Renato Pizzutto
Sua história no futebol é comum no brasil: um menino pobre que virou ídolo. Já um ex-jogador se tornar senador é algo que não se vê todos os dias...
Isso aí é longe de ser comum. Hoje eu sou senador, cara. Quando eu ganhei a eleição, publicamos uma frase na rede social: “Um favelado que chegou ao Senado da República”. É uma coisa do caralho! Ter passado por tudo que eu passei… [pausa] Com tudo que eu atingi no futebol, poderia ter tocado um foda-se pro Brasil e levado minha vida numa boa. Na política, eu sempre terei muito mais a perder do que ganhar. Sou ídolo, tenho condição financeira para manter meus filhos pro resto da vida, mas resolvi encarar o desafio. Eu tenho medo de fazer coisa errada. A palavra é medo. Tenho seis filhos. Imagina um deles chega na faculdade e um colega comenta: “Pô, teu pai é ladrão, filho da puta!” Deve ser foda. Hoje eu vou pra casa, boto a cabecinha no travesseiro, sem peso nenhum, e durmo à vera.
PITADAS DE ROMÁRIO
Ceni e Leonardo aprovaram?
“Ninguém gostou. E daí? Ficaram carecas”, conta, sobre o trote na Copa das Confederações de 97. “Foi ideia do Ronaldo e do Júnior Baiano. Alguns rasparam na boa. Em outros, a gente deu um mata-leão e vuuulpt! Passava a máquina bem no meio.”
Segundo Romário, ninguém da seleção gostou de ficar careca após o título da Copa das Confederações de 1997
Segundo Romário, ninguém da seleção gostou de ficar careca após o título da Copa das Confederações de 1997 | Crédito: Alexandre Battibugli
ALVIRRUBRO
“Meu pai era torcedor doente. Depois que eu virei profissional, se fazia gol no América, eram dois, três dias sem conversa.
Quando fazia gols no América, Romário ficava dias sem falar com o pai
Quando fazia gols no América, Romário ficava dias sem falar com o pai | Crédito: Rodolpho Machado
Só de raiva, eu ficava do lado de fora uns 5 minutos batendo na porta. E ele não abria. Ficava puto. Apesar de muitas pessoas não acreditarem, eu sou e sempre fui América.”
No fim de sua carreira, Romário defendeu o América-RJ
No fim de sua carreira, Romário defendeu o América-RJ | Crédito: Fotonauta
“OS TORCEDORES DO PALMEIRAS ME MANDARAM PARA AQUELE LUGAR. E ESSA FOI A RESPOSTA.”
Copa Mercosul: em 2000, ele marcou 3 dos 4 gols na virada do Vasco
Romário pede silêncio à torcida do Palmeiras após virada na Copa Mercosul de 2000
Romário pede silêncio à torcida do Palmeiras após virada na Copa Mercosul de 2000 | Crédito: Renato Pizzutto

"FALTOU SER CAMPEÃO, MAS O EDMUNDO PERDEU O PÊNALTI E A GENTE FOI VICE, NÉ?"
Romário alfineta o Animal pelo erro decisivo contra o Corinthians na final do Mundial de Clubes, em 2000
Romário lamentou não ter conquistado um título com Edmundo, e alfinetou o ex-companheiro
Romário lamentou não ter conquistado um título com Edmundo, e alfinetou o ex-companheiro | Crédito: Eduardo Monteiro
Fonte: Revista PLACAR