quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Veja como um clube brasileiro pode fazer 91 jogos, só oficiais, em 2017:



Se a CBF não mudar em nada seu calendário para o futebol brasileiro em 2017, uma verdadeira avalanche de jogos pode acontecer para alguns clubes. Se participar de seis competições ao longe do próximo ano e alcançar as finais nas copas, chegaria a incríveis 91 partidas disputadas oficialmente.

Um jogo a cada quatro dias. Contando ainda que os jogadores têm 30 dias de férias, a conta ficaria em uma partida a cada 3,68 dias.
Na última semana, a Conmebol anunciou mudanças em suas principais competições, Libertadores e Copa Sul-Americana, com ambas se estendendo praticamente durante o ano todo - com a primeira começando em janeiro/fevereiro, a segunda em março, e as duas terminando em novembro/dezembro.

Conforme seu calendário anunciado em julho passado, a entidade máxima do futebol nacional tem para 2017, por enquanto, 18 datas para os estaduais e 38 para o Brasileirão. Na Copa do Brasil, um time pode fazer até 14 partidas (desde a primeira fase) ou então "apenas" oito (caso entre apenas nas oitavas) rumo à decisão.

E ainda há a Primeira Liga, por exemplo, da qual fazem partes clubes de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro (apenas Flamengo e Fluminense), Rio Grande do Sul e Santa Catarina e que possui sete datas disponíveis - fase de grupos e finais   

Se uma equipe conseguir a classificação para a próxima Libertadores e tiver que participar desde a primeira fase até uma hipotética final, precisará disputar 18 jogos. Campeã continental, ela ainda teria o Mundial de Clubes em dezembro pela frente - com duas partidas já garantidas, pois entra diretamente na semifinal.

Ou seja: com estadual (18), Primeira Liga (sete), Libertadores desde a primeira fase (18), Copa do Brasil desde as oitavas (oito), Brasileirão (38) e Mundial (dois), um time pode encerrar a temporada 2017 com 91 jogos na conta.

Na semana passada, o diretor de competições da CBF, Manoel Flores, admitiu preocupação com o calendário de 2017 com as mudanças propostas pela Conmebol,   

"A busca é para você manter o equilíbrio. O calendário que a gente soltou em julho, a preocupação para 2017 é alterar o mínimo possível. Foi um trabalho árduo de muitas reuniões, férias, pré-temporada. O período de eliminatórias que a gente priorizou. As datas dos estaduais que foram definidas", afirmou.

"A espinha central do calendário vamos tentar manter. A expectativa é que vamos encurtar o período da Copa do Brasil", reconheceu o dirigente.
 
 
Blog Gian Oddi  -  Espn

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